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Maior encontro de aviação agrícola do Mercosul decorre em Foz do Iguaçu (Brasil)

O maior encontro de aviação agrícola do Mercosul (e o segundo maior do mundo) esta a decorrer esta semana em Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná.

O Congresso Sindag Mercosul (Congresso Nacional de Aviação Agrícola e XXIII Reunião do Comité Executivo Aeroagrícola do Mercosul) tem debates e palestras com autoridades governamentais, pesquisadores, técnicos e operadores aeroagrícolas, além de uma mostra de equipamentos e tecnologias e demonstrações aéreas. O evento é promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e congrega participantes de todo o Brasil, além da Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Venezuela, Equador e Estados Unidos.

O congresso começou na quarta-feira e termina hoje, sexta-feira, dia 22 de Agosto. Além dos debates e palestras sobre temas relacionados com este segmento da aviação e trabalho aéreo, está patente uma mostar de de equipamentos e serviços, nomeadamente as novas tecnologias utilizadas nos serviços aeroagrícolas, e na qual participam meia centena de empresas e empresários.

Ontem, quinta-feira, foi dia de demonstrações de aeronaves em simulações de pulverizações e de combate a incêndios. Registou a participação de três fabricantes: a brasileira Embraer e as norte-americanas Air Tractor e Thrush, no aeródromo da Estância Hércules, na parte norte da cidade de Foz do Iguaçu.

 

Uma linguagem comum para os países do Mercosul

Nas discussões envolvendo o Mercosul, o foco, nesta sexta-feira, será sobre a busca de linguagem comum nas normas que regulamentam o setor nos países vizinhos. “A regulamentação existente hoje no Brasil para a aviação agrícola (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil/RBAC 137) está servindo de modelo para legisladores vizinhos”, explica o presidente do Sindag. No entanto, mesmo o RBAC 137, que entrou em vigor em Maio de 2012, ainda precisa de ajustes.

“O Sindag trabalhou durante quase uma década junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) pela elaboração do RBAC e agora estamos trabalhando pelo seu aperfeiçoamento. O que pretendemos é trocar informações sobre as experiências da Argentina, Uruguai e outros países, ao mesmo tempo em que mantemos os hermanos a par dos avanços buscados por aqui”, revela Paim.

O debate deverá entrar também no processo de elaboração do Regulamento Aeronáutico Latino-americano (LAR, na sigla em espanhol). O que está sendo tocado em parceria entre a Comissão Latino Americana de Aviação Civil (CLAC) e a Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês).

 

Setor deve crescer sete por cento em 2014

O Brasil possui a segunda maior frota mundial de aviões agrícolas (atrás apenas dos Estados Unidos). Segundo o Registo Aeronáutico Brasileiro (RAB) da ANAC, o País fechou 2013 com 1.925 aparelhos, quando eram 1.447 em 2008. O que dá um crescimento de 33,03% em cinco anos – levantamento feito pelo portal Agronautas (www.agronautas.com.br), a principal fonte sobre estatísticas do setor no Brasil. No ranking por Estados o Mato Grosso tem a maior parcela da frota, com 446 aviões. Seguido pelo Rio Grande do Sul (411), São Paulo (268), Goiás (234), Paraná (138), Mato Grosso do Sul (95) e outros.

Conforme o presidente do Sindag, Nelson António Paim, nem toda essa frota está voando. “A estimativa é de que uns 15% dos aviões estejam em situação irregular, com problemas mecânicos ou mesmo danificados. Isso a casa ano”, pondera o empresário. “Apostamos em um crescimento de 7% em 2014”, completa Paim.

Para ele, entre os principais fatores desse crescimento está a qualificação e o aumento da produtividade da agricultura. “Atualmente, apenas 24% das pulverizações de lavouras no Brasil são feitas por aviões, mas há uma necessidade crescente de alta tecnologia para reduzir custos para os produtores. Sem falar no aspecto ambiental, onde a precisão e rapidez são essenciais não só para evitar danos ao ecossistema, mas também podem diminuir a quantidade de produtos aplicados”, conclui Paim.

 

  • Adaptado de texto de apoio distribuído pelo Sindag

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