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Maputo procura consultor independente para analisar situação da LAM

A situação económico-financeira das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) não é boa, segundo dados apresentados nesta segunda-feira, dia 21 de Setembro, ao primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que visitou a sede da companhia aérea no Aeroporto de Maputo, capital do país.

A notícia conta nesta terça-feira, nas primeiras páginas dos jornais de Moçambique, nomeadamente no ‘Notícias de Maputo’ de onde transcrevemos algumas passagens da reportagem que mostra a pouca saúde financeira da empresa e a vontade, anunciada e reforçada pelas entidades governamentais. Por isso o Governo de Maputo já decidiu que é necessário encontrar um consultor independente para fazer nova radiografia à companhia de bandeira do País e tomar decisões que garantam um futuro estável e rentável.

Desde há algum tempo que se sabe em Moçambique que as contas da LAM não seguem pelo melhor caminho, fruto um pouco do modelo de negócio montado, mas também da falta de parceiros internacionais que possam assessorar, reestruturar e colocar no caminho do desenvolvimento a principal linha aérea do País. Por isso, algumas entidades com ligação ao governo e analistas económicos moçambicanos têm sugerido que a LAM deveria aproximar-se de um grupo internacional de forma a garantir esse trabalho e a preparar-se para crescer e responder da melhor forma a um mais que provável aumento de tráfego nos aeroportos de Moçambique, não só resultante do crescimento da sua economia, com grande foco no norte, mas também porque o crescimento das infra-estruturas turístico-hoteleiras permitem antever um aumento na procura por parte de turistas europeus e asiáticos.

Voltando à notícia da imprensa moçambicana desta terça-feira, o ‘Notícias de Maputo’ escreve que o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário quando confrontado com a situação de crise em que vive a LAM “orientou os gestores da companhia no sentido de fazerem uma análise interna com coragem para diagnosticar as causas do problema e avançar com uma proposta para reverter a situação”.

O primeiro-ministro falou da necessidade de encontrar-se um consultor independente que possa fazer uma avaliação mais profunda da situação económico-financeira da empresa e apresentar opções a curto, médio e longo prazos para levar a empresa a níveis de rentabilidade aceitáveis.

Esta informação foi prestada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, no final da visita do primeiro-ministro, que tinha como objectivos inteirar-se do funcionamento da companhia, do seu relacionamento com os clientes e das causas dos atrasos sistemáticos dos voos.

“Infelizmente, a situação económico-financeira da empresa não é boa e há consciência disso. Os resultados assim indicam de há dois anos a esta parte. Vamos ver isso como desafio, porque continuamos a ter passageiros”, considerou Carlos Mesquita, embora não tenha avançado dados numéricos elucidativos do cenário.

No entanto, Carlos Mesquita disse acreditar na possibilidade de levar a empresa para níveis de rentabilidade, sendo, para o efeito, necessário que todos estejam em condições de consentir algum sacrifício.

Segundo o governante titular da pasta dos Transportes e Comunicações, o primeiro-ministro destacou, no encontro à porta fechada com os gestores da LAM, a importância do cumprimento dos horários dos voos, tendo em conta as constantes reclamações dos passageiros neste aspeto.

“É preciso fazer uma avaliação das rotas rentáveis que têm de ser tratadas com carinho para que as receitas da empresa sejam maximizadas e, também, reforçar a gestão”, frisou Carlos Mesquita, falando a jornalistas.

Nos últimos anos o mercado tem-se queixado da carestia das passagens aéreas. Sobre esta matéria, a LAM foi orientada a proceder a uma avaliação dos aspetos que concorrem para a elaboração do preço.

Para além do encontro com os membros da direção, o primeiro-ministro visitou diversas áreas da LAM, incluindo o hangar, onde se inteirou dos contornos da operação da companhia aérea de bandeira em Moçambique.

1 Comments

  1. Eis mais projeto que estou disposto a abraçar!. Ajudar uma empresa aérea a reestruturar-se é também a nossa missão. A BusinessTakes já o fez no passado e agora terá todo o prazer em fazer esse trabalho. E é fascinante receber elogios depois quando se olha para traz e vê-se uma empresa “nova” a funcionar 100%

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