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Queda de avião mata 22 militares da Força Aérea do Equador

Um avião de transporte da Força Aérea do Equador despenhou-se nesta terça-feira, dia 15 de março, na floresta amazónica, tendo morrido todos os 22 ocupantes.

Trata-se de um ‘IAI Arava-201’, aparelho de fabrico israelita, muito popular entre as Forças Armadas dos países latino-americanos, usado fundamentalmente em missões de transporte militar e em voos para apoio às comunidades indígenas.

A bordo do avião sinistrado seguiam 19 oficiais e sargentos, monitores de um Curso de Formadores de Saltos em Pára-quedas. O aparelho caiu na zona da Fazenda La Palmira, no setor de Fátima, província de Pastaza, no leste do país.

O acidente verificou-se pelas 14h30 locais (19h30 UTC), segundo refere um comunicado das Forças Armadas do Equador. O Presidente da República, Rafael Correa, confirmou a morte dos 22 militares na sua conta de Twitter, a cujas famílias endereçou as condolências da Pátria Equatoriana. O ministro da Defesa, Ricardo Patino, deslocou-se pessoalmente para a zona onde o avião foi encontrado, despedaçado e com todos os ocupantes mortos.

A bordo, além de dois pilotos e de um mecânico, também militares, seguiam um tenente-coronel, três majores, três capitães, dois tenentes, seis sargentos e quatro cabos da ‘Aviación del Ejército Ecuatoriana’ (AEE), designação da aviação militar no País.

Desconhecem-se as causas do acidente. As imagens chegadas ao conhecimento público, através de canais televisivos equatorianos e de fontes governamentais, mostram que não terá havido incêndio após a queda, nem que o desastre resultou de uma explosão. Alguns sites aventam a hipótese do aparelho ter ficado sem combustível, o que fontes militares não oficiais admitem desde já ser pouco provável.

O avião ficou completamente destruído. Segundo refere o site ‘Aviation Safety News’ terá feito o primeiro voo em 1992 e tinha o registo E-206.Teria um total de cerca de 23 anos de serviço na AEE.

 

O Arava é um avião bimotor, turboélice, que foi criado no final da década de 60 do século passado pela fábrica israelita ‘Israel Aircraft Industries’. Trata-se de um modelo de aeronave que começou muito mal. O primeiro protótipo, que voou pela primeira vez em 27 de novembro de 1969, caiu cerca de um ano depois, morrendo toda a tripulação que fazia um voo de ensaio. O segundo protótipo, teve um acidente no dia que fez o primeiro voo, em Maio de 1971. Não morreu nenhum dos tripulantes, mas o avião ficou irrecuperável.

Os fabricantes, contudo, insistiram no projeto e o avião entrou em fabrico de série. Foram construídos 92 aviões, a maioria na versão militar, preparados para transportar até 20 passageiros e preparados para serem utilizados em pistas pouco extensas. Pode pousar em 300 metros e o dobro da extensão de pista é suficiente para a descolagem.

Além de Israel, que utilizou o ‘Arava’ em missões militares e de guerra, este modelo foi vendido para alguns países africanos. Mas foi na América Latina que o modelo conseguiu mais vendas, estando hoje integrado nas frotas das Forças Aéreas da Argentina, Bolívia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Nicarágua.

 

  • Foto: Santiago Chavarria/airliners.net

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