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SITAVA ameaça Governo e Administração da TAP

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) desafiou nesta sexta-feria, dia 8 de Maio, a administração da TAP e o Governo a desistirem da privatização da companhia aérea, admitindo “tudo fazer” em conjunto com outros sindicatos para travar o processo.

“Ao Governo e ao Conselho de Administração [da TAP] fazemos um desafio e um aviso muito sérios: querem acabar com as lutas e com a agitação laboral? Então acabem de vez com este processo de privatização, porque se não o fizerem, o SITAVA garante solenemente que a luta irá continuar e em unidade com os outros sindicatos”, afirma o sindicato em comunicado.

O SITAVA acrescenta “que tudo fará para travar o passo ao Governo e ao Conselho de Administração e evitar que a TAP seja mais uma grande empresa nacional entregue ao capital privado a preços de saldo”.

No oitavo de 10 dias de greve de pilotos da TAP e da Portugália convocada pelo Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC), o SITAVA assegura que o eventual comprador da transportadora aérea vai “comprar também uma luta com os trabalhadores, que jamais aceitarão ser roubados nos seus salários e espoliados nos seus direitos”.

Para este sindicato, a defesa dos trabalhadores das empresas do Grupo TAP justifica “um esforço de unidade” para “obrigar o Governo a recuar e a suspender de imediato o processo de privatização em curso”, para abrir depois espaço “a um diálogo franco, tanto interno como externo, que conduza à resolução de todos os conflitos, à paz laboral e à recapitalização pública da TAP”.

O SITAVA considera que a privatização da empresa está por trás da “instabilidade” no grupo e aponta que “nenhum trabalhador faz greve por gosto” e que “uma greve nunca tem como objetivo causar danos às empresas”.

“Eventuais prejuízos provocados por uma greve, a verificarem-se, resultam sempre do facto de os trabalhadores encontrarem do outro lado da mesa negocial apenas interlocutores ‘surdos’ às verdadeiras razões das lutas, não lhe restando por isso outra forma de se fazer ouvir”, explica o sindicato.

O SITAVA foi um dos três sindicatos, juntamente com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) — que em conjunto afirmam representar mais de metade dos trabalhadores sindicalizados do grupo TAP -, que ficaram de fora de um acordo assinado com o Governo, que prolonga a vigência dos acordos de empresas durante 36 meses após a venda da companhia aérea liderada por Fernando Pinto.

Para este sindicato, o Governo “tentou vender um acordo no qual pretendia apenas manietar os trabalhadores e amarra-los a promessas e falsas garantias que, — como está hoje amplamente demonstrado — nada garantem nem para a empresa nem para os trabalhadores”.

O SPAC, que cumpre hoje o oitavo de 10 dias de paralisação, remeteu hoje para uma próxima assembleia-geral a decisão de convocar uma nova greve e realçou que os custos de um acordo com a TAP são inferiores aos do impacto desta paralisação.

2 Comments

  1. Agora a SITAVA apareceu???? Coitado do povo de Portugal, está pagando a conta. A TAP está se desvalorizando. Ou governo coloque na bolsa, ou deixe à quebrar. Quem paga mais caro é as pessoas de menor renda/salário.

  2. Se sindicatos fossem para o bem das empresas, não as deixariam chegar ondem chegam… no fundo do poço…foi por causa do sindicato que aqui no Brasil a Varig quebrou….o sindicato preocupado com a possível redução do seu faturamento (devido a possíveis demissões após a venda/fusão), que emperam o processo , e a Varig uma das empresas mais conceituadas do mundo quebrou…. e pelo visto o SiTAVA esta querendo o mesmo aí em Portugal, preverem deixar a empresa quebrar do que ser vendida para algum grupo de tenha condições de financia-la e reerque-la, e continuar a levar as cores e orgulho da nação portuguesa para varias partes do planeta.
    Hoje quase 10 anos após a quebra da Varig seus ex funcionários ainda estão na justiça para receber suas indenizações….e perguntem se algum dia o sindicato foi levar algum auxilio aos ex funcionários após a quebra…se ao menos se preocuparam em tentar ajudar de alguma forma.
    Portanto colegas Portugueses, NÃO APOIEM esta luta sindical…pois eu milhares de outros colegas Variguianos vivenciamos isto na pele, nós só éramos impresindíveis pro sindicato quanto eramos sócios e os descontos ocorriam em nossos contra-cheques (holerites).
    Boa Sorte a Todos e espero que não se iludam com sindicatos e APOIEM A PRIVATIZAÇÃO do grupo TAP e mantenham vossos empregos, pois os dos dirigentes sindicais estão garantidos, podem ter certeza, independente do que venha acontecer com o grupo TAP.

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