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Subida de tráfego no Brasil sustenta rentabilidade do Grupo LATAM

Apesar de ser o mercado onde menos cresce, o Brasil foi o que suportou um aumento em 2013 da rentabilização das operações das companhias da holding LATAM avaliada pela receita unitária, que indica o valor obtido por unidade de transporte (lugar voado por quilómetro), que subiu 0,8%, apesar de uma quebra em 5,7% nos mercados de língua espanhola (Chile, Argentina, Peru, Equador e Colômbia).

O balanço do grupo que junta a brasileira TAM e a chilena LAN publicado ontem no Brasil indica que em 2013 a receita (incluindo bilhetes, taxas de bagagens, programa de fidelização e outras receitas) por ASK (do inglês ‘Available Seat Km’) subiu 0,8%, para 8,4 cêntimos do dólar, pelos aumentos em 4,1% nos voos domésticos no Brasil, para 9,2 cêntimos, e em 0,2% nos voos internacionais (da TAM e da LAN), para 7,9 cêntimos, enquanto nos mercados de língua espanhola baixou 5,7%, para 9,6 cêntimos.

No quarto trimestre, a subida da receita unitária foi mais forte que o aumento médio do ano, atingindo 3,9%, para 8,6 cêntimos, apesar de um decréscimo na subida no Brasil (+2%, para 9,4 cêntimos), porque em voos internacionais a subida foi mais forte, em 7%, para oito cêntimos, e a descida nos mercados de língua espanhola foi ligeiramente mais ‘suave’ (-5,5%, para 9,8 cêntimos).

Para este período o balanço evidencia que a queda da receita unitária dos voos domésticos nos mercados de língua espanhola se ficou a dever a queda do preço (em ‘yield’, ou preço médio que cada passageiro pagou por voar um quilómetro), não especificado, mas que teve que ser superior à queda da receita unitária pois a taxa de ocupação média dos voos subiu dois pontos, para 80,3%, por crescimento do tráfego em 8,9% face a um aumento de capacidade em 6,1%.

Já no mercado de voos domésticos no Brasil, a sua subsidiária TAM teve no quarto trimestre uma subida da taxa de ocupação dos voos em 1,4 pontos, para 81%, neste caso porque a queda do tráfego em 4,3% foi menor que a redução de capacidade (-6%), e uma subida do yield, que o balanço diz dever-se principalmente “a uma expansão do yield em dólares”, apesar de uma desvalorização do real em 10,6%, assinalando que em reais a subida da receita unitária foi de 11,3%.

Em voos internacionais das duas companhias, o aumento da receita unitária no quarto trimestre veio em grande medida da subida da taxa média de ocupação em 6,1 pontos, para 84,3%, apesar de uma quase estagnação do tráfego (+,08%), porque o grupo baixou a capacidade em 6,5%, com realce para retirada de rotas do Rio de Janeiro para a Europa.

Em 2013, as companhias do grupo LATAM fizeram uma redução média da capacidade total em 0,2% (-5,1% no quarto trimestre) e o tráfego cresceu 1,6% (-1,2% no quarto trimestre), o que lhe proporcionou um aumento da taxa média de ocupação em 1,3 pontos, para 72,3% (mais três pontos no quarto trimestre, para 74,7%).

O total de passageiros transportados elevou-se em 2013 a 66,7 milhões, +3,1% que em 2012 (17,2 milhões no quarto trimestre, +0,1%), mas o ‘yield’ de passagens baixou 2%, para 10,4 cêntimos do dólar (-1% no quarto trimestre, para 10,5 cêntimos), sendo compensado pela subida da taxa de ocupação, pela qual a receita unitária subiu 0,8% no ano e 3,9% no quarto trimestre.

Daí que apesar do aumento do tráfego transportado em 1,6%, o aumento da receitas de passagens tenha ficado em 0,4%, para 11.061,5 milhões de dólares, com -0,8% no quarto trimestre, para 2.836,4 milhões, ainda assim menor que a queda do tráfego (-1,2%).

 

  • Publicado por PressTUR, nosso parceiro editorial do ‘Newsavia.com’ em Portugal

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