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Táxis aéreos ganham novo impulso


O sucesso do novo modelo de negócio áereo baseia-se na máxima: “tempo é dinheiro”. Com isto em mente muitas são as empresas que já estão a apostar em novos serviços charter e de táxi aéreo e que, segundo um estudo da Forbes/Logistic & Transportation, registam uma adesão de 65% de clientes que nunca utilizaram a aviação executiva.
O artigo escrito por Kathryn Creedy analisa não só os custos associados a viagens de negócio em companhias aéreas de aviação geral – onde estão incluídos o valor dispendido em hotéis e aluguer de automóvel –, bem como as perdas inerentes a atrasos e cancelamentos. Em 2011 o General Accountability Office reportava que cada cancelamento resultava num gasto adicional de 18 horas para chegar ao destino e em 2013 a United States Travel Association somava os custos dos cancelamentos desse ano, resultando num montante de 8,5 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros). E os estudos continuam dando voz a um negócio florescente que pode alcançar resultados de 15 mil milhões de dólares (cerca de 13 mil milhões de euros). Estudos da Nexa Capital de 2013 concluem que a produtividade, regra geral, é muito superior nas empresas e nos negócios que utilizam a aviação executiva e que o crescimento dos resultados dessas mesmas empresas cifrou-se nos 434% entre 2003 e 2009!
“É certo que, apresar de todas as vantagens enunciadas, a aviação executiva nunca poderá concorrer com a aviação comercial no que diz respeito aos preços dos bilhetes, mas se se equacionar e somar as tarifas das companhias aéreas ao congestiomento dos aeroportos e aviões e às disrupções nas viagens, o cálculo tem de ser outro”, salienta Kathryn Creedy. “E acresce a estes factores a descida de preço que as novas empresas de táxis aéreos imposeram à aviação executiva”. Os preços desceram porque em vez de utilizarem jactos executivos com custos de operação altíssimos, as novas empresas utilizam pequenos aviões a hélice como os Cessna Caravan, Pilatus PC-   12, Beech King Air, Cirrus SR22, ou ainda pequenos jactos como o Eclipse, Cessna Mustang ou o Embraer Phenom.
Nos EUA novas empresas como a Hopscotch Air, a Surf Air, a Beacon, a Tailwinds Rise ou a Wheels Up têm igualmente o modelo de sócio/membro que, mediante um fee de entrada e outro mensal – que pode ser de apenas 1650 dólares (1445 euros) – permite tantos voos quantos os necessários.
E resta ainda uma grande vantagem apontada pelo presidente da ImagineAir, Ben Hamilton, que reside no facto: “enquanto as companhias aéreas só voam para 500 aeroportos, a aviação executiva é capaz de cobrir um território bem mais vasto e remoto com 5000 aeroportos”.

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