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Tripulantes da United Airlines deixam de pernoitar em Caracas

 

A companhia norte-americana United Airlines aceitou as reivindicações dos tripulantes da empresa e alterou os horários da rota de Houston-Caracas-Houston, de forma a que permita a mesma tripulação trabalhar nos dois trajetos da ligação.

A questão foi espoletada pela Associação de Pilotos de Linha Aérea dos Estados Unidos da América (ALPA), face às queixas dos seus associados acerca da pernoita na capital venezuelana, onde estavam expostos a diversos constrangimentos e perigos, nomeadamente a falta de bens alimentares, a galopante inflação e, mais importante, a falta de segurança nas ruas que os obriga a ficar praticamente confinados aos quartos dos hotéis. Venezuela foi considerado em 2016 o segundo país mais violento do mundo, depois de El Salvador, também na América Latina.

Desta forma a partir de 30 de janeiro deste ano os cinco voos semanais da United Airlines serão feitos em horário diurno, com partida de Houston às 08h45 e chegada a Caracas pelas 15h35 locais. No regresso o avião sai do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetia, pelas 16h50, estando a chegada a Houston prevista para as 20h15. A cidade de Houston é a cidade mais populosa do Estado do Texas.

Os voos serão feitos em aviões Boeing 757-200 com capacidade para 182 passageiros, sendo 24 em Classe Executiva, 50 em Económica Premium e 108 em Económica.

Tripulantes de outras companhias aéreas que pernoitam na cidade de Caracas têm alertado as administrações das suas empresas e, também, os governos dos seus países, para os risco que correm, mesmo quando estão nos hotéis, altamente guardados por equipas de segurança privada. Tem sido o caso dos tripulantes da TAP Portugal que, mais de um vez, alertaram quem de direito para essa situação. A companhia portuguesa tem presentemente três voos semanais entre Lisboa e Caracas, onde pernoitam tripulações, mas em anos anteriores chegou a ter um voo diário nas épocas de Verão.

Pelos mesmos motivos e também pelo facto da Venezuela ter bloqueado as transferências de verbas provenientes das vendas no País, por falta de divisas, abandonaram a linha de Caracas diversas companhias internacionais, nomeadamente a Alitalia, a Aeromexico e a Air Canada.

 

  • Foto © Rui Alves

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