Tripulantes de cabina da TAP pedem reunião urgente à tutela governamental

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) vai pedir uma reunião urgente ao Governo Português, depois de a TAP ter contratado uma nova prestação de serviços externa (ACMI), de acordo com uma nota enviada nesta sexta-feira, dia 5 de agosto, aos associados.

Na mensagem, o SNPVAC disse que foi informado de “que a TAP recorreu a mais uma prestação externa de serviço de outra companhia, denominada por ACMI” e que “pelos vistos virou moda”.

“Inexplicavelmente, fomos confrontados com esta notícia por parte do SOE [Serviço de Operações e Escalas], dado que, ao colocar determinados tripulantes de assistência, estes foram informados que essa situação advinha de um cancelamento provocado pelo novo serviço de ACMI”, disse a estrutura sindical.

“De acordo com a resolução da ANAC [Autoridade Nacional da Aviação Civil], recordamos que não é possível à empresa atribuir qualquer assistência fora do planeamento mensal e, como tal, o tripulante não é obrigado a aceitar qualquer nomeação para um voo saído dessas assistências”, referiu o SNPVAC, na mesma nota.

“Reforçamos que, em caso de denúncias de incumprimento ou instauração de processos disciplinares por parte da TAP à interpretação legislativa da ANAC, iremos de imediato solicitar uma assembleia-geral de emergência, com vista à adoção de novas posições de força”, realçou o sindicato.

Assim, “dado que a empresa não se dignou a informar o motivo deste novo ACMI, ou a possível alteração de destinos, a direção do SNPVAC vai solicitar uma reunião com caráter de emergência com a tutela, a fim de encontrar respostas claras e explicações sérias sobre a atual gestão” da TAP, sublinhou a estrutura.

O sindicato perguntou depois se há outros ACMI previstos no plano de reestruturação, questionando se “servirá neste momento a manutenção do corte salarial para financiar a contratação dos ACMI”.

“As perguntas são muitas, as dúvidas sobre o futuro da empresa são imensas, mas para o SNPVAC acabou o período de paz podre em que vivemos”, afirmou, destacando que lhe parece “inevitável que a TAP reverta a totalidade ou alguns dos cortes consagrados no ATE [acordo de emergência], caso contrário, o sindicato e os associados retirarão as devidas ilações”.

“Não pode esta direção aceitar que a TAP continue a castigar os seus colaboradores, favorecendo de forma permanente este inaceitável ‘dumping’ salarial e operacional”, assegurou, garantindo que, “se há dinheiro para desvios do plano, seja com ACMI ou mudanças de sede, então tem de haver disponibilidade da empresa para reverter os cortes”.

“Não podemos aceitar que os devaneios e a má planificação apresentada por uns surjam à custa do sacrifício de outros, nomeadamente os tripulantes de cabina”, rematou.

 

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