Voltei aqui num instante

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Penso ter omitido no outro post que Porto Alegre faz 245 anos agora, nasceu dia 26 de Março de 1772!

Estou com vontade e energia para ir conhecer mais um pouco desta cidade: hoje é a vez do Santander Cultural, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e do Mercado Municipal. Ficam todos pertinho uns dos outros!

O uber deixou-me no primeiro lugar a ser visitado, fui almoçar no restaurante “Moeda”, do edifício Santander Cultural. Preço acessível, pessoas simpáticas e a comida nem era nada má! Só é pena ficar num andar baixo, sem vista para a rua! Após o aconchego da barriga nada melhor que o aconhego da alma: fui ver a exposição patente de 15 de Março a 30 de Abril, “Nem eu, nem tu: nós.” Obra de Karin Lambrecht (1957), curadoria de André Venzon. O espaço é amplo com uns vitrais lindos de morrer na cobertura; as obras da artista são abstractas, predominando o azul e o vermelho e… Cruzes! Muitas delas em cobre, acompanhadas da palavra “perdão”. Confesso que de tanto ver cruzes e perdões, ainda meditei por segundos sobre o perdão, tão importante para que vivamos em paz e serenidade… Espero que compreendam este conceito de perdão, não aquele em que se dá a outra face quando nos magoam…

Depois desta arte, é a vez do MARGS, caminha-se dois minutos pela Praça da Alfândega e chegamos ao destino. Abrem-me a porta da entrada e ficam-me com a garrafa de água, a devolver à saída. Aqui a arte continua a ser contemporânea, mas celebra-se os 100 anos dela, com vários artistas brasileiros que seguiram as tendências e ideais de Marcel Duchamp. No andar de cima há mais uma exposição, de Vera Reichert, sob o tema água.

Quanto aos 100 anos da arte contemporânea, na verdade faz 100 anos que Duchamp criou a “Fonte”: um urinol que virado ao contrário se torna uma fonte. O conceito de arte aqui foi questionado e alterado também. Duchamp queria aproveitar objectos já existentes, transformar a sua função ou mesmo fazer com que a perdessem na totalidade. Para além de não se importar com a efemeridade da sua arte, fazendo questão que assim fosse até. Muitos artistas brasileiros seguiram esta tendência e estão aqui exemplificados no MARGS. É de sublinhar que estes dois museus têm entrada grátis!

Arrisco o Mercado Municipal? Sim, claro que sim. Ora vamos lá cheirar o peixe que se vende e encontrar as sementes de chia a granel muito mais baratas do que em Portugal. A piada deste mercado para mim está na sua dinâmica, no encontro de pessoas, quase multidão. O edifício é antigo e bonito mas infelizmente não encontrei ângulo nem segurança suficiente para o fotografar; porém, observar as coisas e as pessoas soou-me bem mais curioso do que ao edifício!

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