White anuncia despedimento coletivo do pessoal dos Boeing e do A320

A companhia portuguesa de voos não regulares White Airways, do grupo Omni Aviation SGPS, vai avançar com um despedimento coletivo face à “débil situação financeira” da empresa.

A decisão da White foi revelada publicamente nesta quinta-feira, dia 7 de outubro, pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que foi informado pela companhia de tal pretensão.

“O Conselho de Administração da White Airways informou a Direção do SNPVAC que, em virtude da débil situação financeira que a empresa se encontra e agravada pela redução da atividade do transporte aéreo devido à pandemia do covid-19, irá recorrer a um processo de despedimento coletivo”, lê-se no comunicado distribuído nesta tarde, em Lisboa.

A SNPVAC lamenta a decisão e entende, que não pode deixar qualquer tripulante de cabina “indiferente”, visto que os trabalhadores afetados pela decisão “viram a sua vida laboral transformada de um momento para o outro”.

O sindicato considera que “o momento exige união e solidariedade, nunca esquecendo que qualquer um de nós podia estar abrangido por um processo desta natureza” e garante que assumirá o “compromisso de tudo fazer para ultrapassar esta situação, apresentando alternativas válidas a essa decisão demasiado radical e definitiva”.

 

A White Airways, companhia criada em 2005, integra o Grupo OMNI Aviation, que segundo o site da empresa, se intitulava o maior grupo privado português na indústria da aviação, com uma frota global e know-how em quase todas as áreas da aviação (Aviação Comercial, Aviação Executiva, Manutenção, Formação, Voos de Ambulância Aérea, Supervisão de Handling e Consultoria). Além de Portugal, tem ainda uma atividade bastante interessante no Brasil, com uma frota de modernos helicópteros que prestam serviço a empresas petrolíferas no off-shore brasileiro e também com aviões ATR, que realizam voos no interior do País.

O grupo OMNI em Portugal sempre se dedicou à aviação executiva e ao aluguer de helicópteros, além da White que alugava aviões (em regime wet-lease) para transporte de passageiros, no passado com grande procura por parte dos operadores turísticos portugueses.

Operação dos ATR72-600 para a TAP Express continua a ser assumida pela White Airways

A companhia tinha no início deste ano dois contratos importantes. Um com a TAP Air Portugal, operando uma frota de uma dezena de aviões turboélices ATR 72-600 sob a marca TAP Express (os pilotos e os assistentes de bordo são da White). Outro com o Governo da República da Guiné Equatorial, operando um Boeing 777-200ER (CS-TQX) e um Boeing 737-700 (CS-FAF), ambos com matrícula portuguesa, para a companhia de aviação de bandeira nacional, a CEIBA Intercontinental. Ambos os aviões estão armazenados, de acordo com os arquivos do site ‘Airfleets.com’.

O ‘Newsavia’ apurou que o despedimento coletivo abrangerá apenas o pessoal que trabalha a bordo dos aviões Boeing afetos à operação da CEIBA e do Airbus A320 da White em Portugal, todos parados desde há vários meses, não estando em causa a operação que a White Airways garante e continuará a garantir para a rede da TAP Air Portugal, com dezenas de voos diários, em aviões ATR 72-600.

 

 

  • Na imagem de abertura vemos um Airbus A320, matrícula CS-TRO, que integra a frota da White Airways, e que também se encontra parado desde há vários meses. Foto © White Airways/OMNI Aviation

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