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Diretor e funcionários da LaMia detidos pela Justiça da Bolívia

A Justiça da Bolívia, através da procuradoria de Santa Cruz de La Sierra, deteve o diretor-geral da companhia aérea LaMia Corporation e mais dois funcionários da empresa para averiguações. Todos são suspeitos de estarem por detrás de supostas irregularidades e má conduta profissional que tenham contribuído para o desastre que, no passado dia 29 de novembro, custou a vida a 71 pessoas que integravam uma comitiva desportiva do clube de futebol brasileiro Chapecoense, que se deslocava a Medellín, na Colômbia.

O gerente-geral da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa, foi levado pelas autoridades junto com outros dois funcionários de menor escalão da empresa, anunciou a imprensa boliviana na manhã desta quarta-feira, dia 7 de dezembro. Também serão analisados documentos, pastas e caixas encontradas nos escritórios da companhia.

A LaMia é acusada de irregularidades nas suas operações, por isso o governo boliviano já suspendeu a sua licença de voo. No caso da queda do avião da semana passada, a companhia é acusada de omissão por realizar um plano de voo fora da regulamentação prevista na questão do combustível da aeronave, que descartou um reabastecimento durante o trajeto e caiu bem próxima do aeroporto de Medellín.

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Piloto tinha mandado de prisão solicitado pela Força Aérea da Bolívia

Miguel Quiroga, piloto comandante da aeronave da LaMia que transportava a equipa da Chapecoense para a Colômbia e que caiu antes de chegar a Medellín. De acordo com o Ministro da Defesa do país, Reymi Ferreira, o funcionário da LaMia teria desertado da Força Aérea.

Ferreira explicou que, após formados, os pilotos militares assumem um compromisso de não se retirarem da Força Aérea até que os anos determinados de serviço estejam cumpridos. Contudo, Quiroga teria se retirado antes do tempo e entrado com um recurso na Justiça para evitar a sua prisão. O piloto tinha 36 anos de idade e era um dos sócios da companhia aérea LaMia.

Como acontece em muitos países, a formação de um piloto da Força Aérea da Bolívia custa muito dinheiro aos cofres públicos. Somente em casos extremos é permitida a baixa do piloto antes do tempo determinado como de serviço obrigatório.

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