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A321 russo despenhou-se no Monte Sinai – 224 mortos

Chegaram neste sábado, dia 31 de outubro, à cidade do Cairo, os primeiros corpos resgatados de entre os destroços do avião Airbus A321 russo que caiu às primeiras horas da manhã na Península do Sinai, no Egito.

Informações oficiais, confirmadas pelos gabinetes dos Presidentes da Rússia e do Egito, dão conta de que morreram todos os ocupantes do avião comercial, que pertence à companhia Kogalymavia e que efetuava voos fretados para transporte de passageiros para destinos turísticos sob a marca MetroJet.

O voo 7K9268 tinha partido da estância turística de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, em território egício, e dirigia-se para o Aeroporto de Polkovo, em São Petersburgo, a segunda cidade mais importante da Rússia. A bordo seguiam 217 passageiros, entre os quais 21 crianças, e sete tripulantes. No total, e segundo as mais recentes informações divulgadas pelas autoridades egípcias, viajavam no aparelho acidentado 214 passageiros russos, dois ucranianos e um bielorusso, além dos sete tripulantes todos de nacionalidade russa.

A autoridade nacional de aviação russa Rosaviatsiya informou que o avião saiu de Sharm el-Sheikh às 06h51, hora de Moscovo (07h51 UTC), e que tinha pouso previsto no Aeroporto de Polkovo, em São Petersburgo, às 12h10 locais. O A321 acidentado, que tem 18 anos de serviço (fez o primeiro voo em 9 de maio de 1997), foi adquirido pela MEA –Middle East Airlines, com sede em Beirute, Líbano, logo após a saída de fábrica, e depois esteve na frota da companhia turca Onur Air. Desde 2012 estava na frota da Kogalymavia, com registo irlandês (EI-ETJ) por via da companhia de leasing a quem estava contratado o aluguer do aparelho.

Aeronaves de busca e salvamento da Força Aérea do Egito participaram nos trabalhos de resgate do avião, cujos destroços e corpos dos ocupantes foram encontrados poucas horas depois do desaparecimento do A321 dos radares, ocorrido 23 minutos depois de levantar voo no Mar Vermelho, segundo informações do site ‘FlightRadar24’.

Exército Islâmico ‘aproveita-se’ da desgraça?…

“O avião partiu-se em dois, uma pequena parte da cauda ardeu e uma grande parte esmagou-se contra uma rocha. Retirámos, pelo menos, 100 corpos, mas os restantes ainda estão no interior. Havia muitos mortos espalhados no terreno e a maioria dos passageiros morreram ainda presos aos cintos das cadeiras”, descreveu um dos socorristas, que pediu anonimato.

O Sinai tem sido palco da insurgência de militantes que apoiam o Estado Islâmico. Os rebeldes já mataram centenas de soldados e polícias egípcios, e também atacaram alvos ocidentais nos últimos meses. Por sua vez, a Rússia tem lançado raides aéreos contra os grupos sírios na oposição ao regime, incluindo o Estado Islâmico. O ministro da Aviação Civil egípcio, Mohamed Hossam Kemal, emitiu um comunicado dizendo que era ainda muito cedo para determinar a causa do acidente, mas as forças de segurança disseram que não há indicações de que o Airbus tenha sido abatido ou que uma bomba tenha explodido a bordo.

Ao fim da tarde deste sábado um pretenso comunicado do Estado Islâmico (IS) divulgado na rede social Twitter anunciou que o avião russo foi abatido pelos guerrilheiros do IS. Contudo, diversos canais internacionais de televisão menosprezaram a origem e veracidade da reivindicação, alegando que tinham sido contactados serviços de inteligência militar dos dois países e nada indicava nesse sentido. Julga-se até que tenha sido um aproveitamento de alguma das fações islâmicas que se digladiam na Península do Sinai.

O site noticioso russo ‘LifeNews’ divulgou ao fim da tarde deste sábado as primeiras imagens obtidas na área do desastre, que segundo refere foram publicadas por jornais online egípcios.

Aqui deixamos duas dessas imagens: uma mostra uma asa calcinada do avião e outra três helicópteros militares na zona onde foram encontrados os destroços.

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  •  Notícia em atualização – 18h44 UTC

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