Adiada retoma dos voos da CV Airlines – percalço aborta descolagem

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O primeiro voo de retoma da Cabo Verde Airlines (CVA), previsto para sair às 09h15 desta sexta-feira, dia 18 de junho, do Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, com destino a Lisboa, foi cancelado, depois de um compasso de espera de sete horas, deixando os quatro passageiros em terra.

O atraso do voo 602 da Cabo Verde Airlines que veio resultar no cancelamento da viagem Sal/Lisboa, com quatro passageiros pagantes e alguns convidados, além da tripulação, deveu-se, segundo Erlendur Svavarsson, presidente executivo da CVA, numa primeira reação, a uma “falta de coordenação” entre a empresa pública Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) e a transportadora aérea nacional.

Em declarações aos jornalistas, no Aeroporto do Sal, aquele responsável apresentou desculpas aos passageiros, lamentando o sucedido. Nesse momento, acreditava que os passageiros poderiam seguir viagem para Portugal, ainda nesta sexta-feira, depois de ultrapassado o percalço, o que não aconteceu. Pelas 16h00 locais os passageiros foram encaminhados para um hotel e deverão seguir viagem para Lisboa num voo da TAP que escalará o Sal neste sábado, dia 19 de junho.

O Boeing 757-200ER, que deveria fazer o voo para a capital portuguesa, está em Cabo Verde desde abril passado, após um ano em situação de armazenamento em Miami (EUA), devido à pandemia.

Fontes aeronáuticas em Cabo Verde disseram ao ‘Newsavia’ que o cancelamento do voo se deveu a questões burocráticas inultrapassáveis, que deverão estar solucionadas em breve. A ASA, por seu lado, prometeu divulgar um comunicado, o que não tinha acontecido até às 23h00 UTC desta sexta-feira.

Entretanto o jornal digital ‘Santiago Magazine’ noticiou que o avião foi impedido de descolar pela ASA, empresa que gere os aeroportos e o espaço aéreo na República de Cabo Verde. A razão, refere o jornal, foi o facto da Cabo Verde Airlines não ter pago 180 mil escudos cabo-verdianos (cerca de 1.636 euros ao câmbio de hoje) referente à taxa de segurança dos passageiros. Seria apenas isso, já que o estacionamento na pista do Sal e a operação no espaço aéreo nacional poderiam ser liquidados depois.

Segundo fontes do ‘Santiago Magazine’, a CVA não pagou a tempo a verba decidida pela entidade, tendo alegado que não o fez porque a responsável da Tesouraria da ASA não tinha chegado ao trabalho. “Versão que não convenceu ao próprio presidente da ASA, Jorge Benchimol Duarte, que foi quem ordenou que fosse impedida a descolagem do aparelho”, sublinha o jornal.

A situação teria ficado resolvida pelas 11h00, mas apresentou-se outro problema que foi o facto da tripulação esgotar o tempo de voo, caso iniciasse o voo, o que não permitiria o seu regresso no mesmo dia.

No Jornal da Noite da Televisão de Cabo Verde (RTC), o presidente da Cabo Verde Airlines, o islandês Erlendur Svavarsson, voltou a falar de “falta de coordenação” entre a ASA e a companhia aérea, e negou que houvesse quaisquer dívidas atrasadas por parte da CVA.

Recorde-se que a ASA, com o consentimento do Governo da República de Cabo Verde, perdoou à TACV/CVA uma dívida de cerca de 400 milhões de escudos cabo-verdianos (3,636 milhões de euros), que fora criada há algum tempo e que tinha crescido em tempo de pandemia. Isso mesmo, recordou nesta sexta-feira, o jornal ‘Santiago Magazine’, ao abordar mais este percalço da companhia aérea de bandeira nacional.

 

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

 

  • LINK para notícia atualizada sobre a Cabo Verde Airlines (21.junho.2021)

 

 

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