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Administração e sindicatos a caminho do entendimento na SATA

O presidente do conselho de administração do grupo aéreo português SATA declarou hoje, dia 1 de Julho, que, na reunião que manteve com a plataforma de sindicatos da empresa, foi possível “construir uma solução consensual” que vai de encontro aos entendimentos dos anos anteriores.

“Foi possível construir ao longo da reunião uma solução consensual em linha com aquilo que já foi possível em anos anteriores e que tem, sobretudo, como objectivo, criar condições, a médio e longo prazo, para que tenhamos paz social, trabalhadores motivados e a atenção focada no essencial, o trabalho da companhia”, declarou Luís Parreirão.

O presidente do grupo SATA, que falava aos jornalistas após um encontro com a plataforma sindical, na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores, congratulou-se com a capacidade demonstrada pelos seis sindicatos de, em parceria com a administração, “construir uma solução” que, contudo, não especificou.

Luís Parreirão disse apenas que foi construída uma solução que contempla compensações por parte da empresa, que visam atenuar alguns cortes impostos pelo Orçamento do Estado de 2014, que envolva os trabalhadores e os motive.

“Os trabalhadores vão ser compensados por alguns cortes e, sobretudo, motivados para continuarmos a construir um grande grupo empresarial nos Açores”, frisou o presidente do conselho de administração da transportadora aérea dos Açores, que espera assinar um acordo dentro de, no máximo, três semanas.

Luís Parreirão disse que o acordo a celebrar vai regular as relações de trabalho para o corrente ano, tendo salvaguardado que a SATA já pagou em Junho, nos termos da lei, ao abrigo do determinado pelo Tribunal Constitucional, os salários e subsídio de férias dos trabalhadores sem cortes.

 

Sindicatos ainda vão analisar proposta da SATA

O porta-voz da plataforma de seis sindicatos, declarou, por seu turno, que foi apresentada uma proposta pela administração da SATA que vai ser agora analisada com os associados, declarando que estão reunidas as condições para que “tudo esteja resolvido dentro em breve”.

“A proposta resolve, de uma forma geral, os problemas que vínhamos a referir há algum tempo e que discriminavam claramente os trabalhadores dos Açores em relação aos que exercem as mesmas funções no continente”, declarou Jaime Prieto, presidente do sindicatos nacional dos pilotos de linha aérea.

O sindicalista recusou falar num regime de exepção com a nova proposta, que referiu “levar em conta a especificidade do mercado da aviação e as suas regras que, em mercado concorrencial, ficam deturpadas com a aplicação de leis generalistas”.

“Com esta proposta temos tudo para acreditar que este é o primeiro passo a dar para que volte alguma estabilidade ao mercado do transporte aéreo nos Açores e ao grupo SATA, essencial para a região, para os açorianos e portugueses em geral”, declarou.

Jaime Prieto está convicto de que o resultado final da proposta agora em cima da mesa será muito semelhante ao de 2013, embora de forma “muito mais clara, com menos atropelos e conflitos” que os trabalhadores foram “obrigados”.

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