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AESA e pilotos europeus contra transporte de baterias de lítio nos porões

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), responsável pela segurança da aviação em 32 países europeus, manifestou a sua preocupação com a proibição dos equipamentos eletrónicos nos voos transatlânticos.

De acordo com uma declaração emitida pela agência, as baterias de lítio – consideradas como mercadorias perigosas – representam um risco de incêndio acidental, o que seria ainda mais difícil de controlar se o dispositivo eletrónico estivesse à carga.

“A segurança dos passageiros e das tripulações é a nossa maior prioridade. A ignição espontânea ou a fuga térmica das baterias de lítio apresentam riscos de segurança que devem ser tidos em conta. Devemos tomar todas as precauções para garantir que a atenuação de um risco não leve a outro risco “, afirma Patrick Ky, director executivo da AESA.

A European Cockpit Association (ECA), que representa 38.000 pilotos de 37 estados europeus, também está seriamente preocupada com as potenciais implicações negativas da proibição de produtos eletrónicos para a segurança, bem como sobre os riscos de segurança adicionais decorrentes dela. A organização pediu uma avaliação efetiva e abrangente dos riscos de segurança, para garantir que a proibição não crie ameaças maiores.

“Com os atuais sistemas de supressão de incêndio de carga de aeronaves, pode ser impossível extinguir um fogo de bateria de lítio no porão de carga, especialmente quando as baterias são armazenadas juntas”, diz a declaração da ECA.

Não é a primeira vez que as baterias de lítio estão no centro das atenções. De facto, em 2015, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos da América encorajou as companhias aéreas a fazer exatamente o oposto do que a nova proibição reforça, não deixando que os viajantes levassem baterias extras nas suas malas de mão.

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