Autarca do Porto quer 100 milhões do Estado para captar companhias aéreas

O presidente da Câmara Municipal do Porto, a segunda maior cidade portuguesa, situada no norte do País, defendeu nesta segunda-feira, dia 27 de dezembro, em Assembleia Municipal, que o Estado deve atribuir um subsídio semelhante ao que é dado às Regiões Autónomas para captar companhias aéreas para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto.

Depois de a presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, ter afirmado, em entrevista ao jornal ‘Público’ (LINK notícia relacionada), que o Porto “nunca será” um segundo hub para a companhia aérea, Rui Moreira reclamou uma compensação financeira, lembrando que o Estado investe “anualmente 100 milhões de euros a subsidiar voos para os Açores e para a Madeira”.

“Seria relevante que o Porto – não posso falar por Faro – reclamasse, pelo menos, um montante equivalente, até porque a nossa Área Metropolitana é muito maior, não tem é o problema da insularidade”, advogou.

O autarca referiu que já deu “os parabéns ao senhor ministro Pedro Nuno Santos por conseguir aprovar o plano de reestruturação da TAP” e citou declarações do ministro das Infraestruturas e Habitação em que, disse Rui Moreira, ficou “absolutamente claro” que “a importância da TAP é para o hub de Lisboa, que a manutenção da TAP se deve ao hub de Lisboa, e que é assim que esta TAP, ou ‘Tapinha’, como quiserem, vai funcionar”.

Numa altura de crise em que várias companhias abandonaram a sua operação no aeroporto Francisco Sá Carneiro, importa captar novas rotas, realçou o presidente da Câmara: “Se a TAP não o quer fazer, ou não o vai fazer – é um pouco irrelevante fazer a análise psicológica desta questão, (…) acho que a TAP é a última companhia colonial a existir em Portugal, mas não é isso que conta – temos de encontrar outros”, disse.

E prosseguiu, frisando que, “para encontrar outros, é preciso uma migalha daquilo que é gasto para manter o hub de Lisboa”.

“Não queremos hub nenhum, queremos ter um aeroporto Francisco Sá Carneiro que seja servido, não apenas para turistas, mas para toda a atividade económica que precisamos de atrair”, atirou.

Rui Moreira respondia a um repto lançado pelo deputado municipal Rui Almeida, do movimento que apoia o independente, que mencionou o facto de o Porto e o Norte ter sido o destino turístico mais procurado do país e mostrou a sua preocupação em relação a “toda uma economia que gira em volta disto, toda uma economia que está ancorada em volta do aeroporto Francisco Sá Carneiro, em que o Porto é uma centralidade”.

“Mas isto não é aeroporto do Porto, é o aeroporto que, estando no Porto, serve todo o Norte do país e dá ao Porto uma inequívoca capitalidade em termos do Noroeste peninsular”, lembrou Rui Almeida.

 

1 Comments

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    a partir do momento em que se dão subsídios a A e a B, é justo que outros também os queiram, porque não o Porto?
    já agora, há residentes dos Açores que se queixam que os subsídios não são para captar voos “para os Açores” , são para captar voos para Ponta Delgada…
    não sei não vivo lá

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