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Aviação doméstica no Brasil recua e compromete crescimento

“A recessão económica nacional no Brasil, que já vinha impactando o setor aéreo desde meados de 2014, chegou realmente forte à aviação doméstica em outubro”, confirma a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR) nesta quinta-feira, 26 de novembro, na abertura de um comunicado de imprensa em que apresenta os últimos resultados mensais das companhias filiadas na organização.

A procura (demanda) por transporte aéreo dentro do Brasil recuou 5,7% face a outubro de 2014. O número mostra a aceleração em baixa do indicador, que havia registado quedas de 0,6% e 0,8% em agosto e setembro, respetivamente, na comparação com iguais períodos do ano anterior. A redução da oferta das companhias aéreas não foi suficiente para manter os níveis de ocupação de há um ano atrás. A retirada de capacidade no mês, da ordem de 3,9%, foi menor do que a variação da demanda, levando a um agravamento de 1,6 ponto percentual do fator de aproveitamento. Com isso, o índice fechou o mês em 79,30%. O total de passageiros transportados em outubro caiu 2,4% na mesma base de comparação, somando 8,1 milhões de viagens. Os números são a compilação das estatísticas fornecidas pelas companhias aéreas integrantes da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

“Enquanto foi possível estimular a demanda oferecendo tarifas vantajosas, mesmo com custos em alta, isso foi feito. Agora, apesar das tarifas achatadas, o crescimento já não ocorre”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz. Na explicação do dirigente, o cenário negativo está durando mais que o imaginado.

“A redução da atividade económica, a queda do poder de consumo e o avanço do desemprego têm sido consistentes e impedem a recomposição dos preços mantendo o tamanho do mercado”, detalha. “O setor está lidando com a realidade usando as alternativas ao seu alcance. As empresas estão concluindo estratégias que estavam em curso em relação às frotas. Feito isso, a tendência é de encolhimento, como já tem sido indicado pelos anúncios de redução de oferta, corte de frequências e até supressão de destinos”, lamenta. “Sem atitudes que corrijam as distorções dos custos de operação no Brasil, essa tendência não deve se alterar”, conclui.

 

Em parcelas da demanda, o mercado doméstico se dividiu assim no mês:

  • TAM – 37,40%
  • GOL – 35,10%
  • AZUL – 17,21%
  • AVIANCA – 10,29%

 

 

Movimento acumulado das companhias da ABEAR no mercado nacional

Nos 10 meses de 2015, a oferta doméstica ainda regista alguma expansão, 1,7%. A demanda, por sua vez, cresce 2,4%. Boa parte desse avanço aconteceu no 1º trimestre do ano em razão de vendas feitas ainda em 2014, quando o ambiente de consumo ainda não estava tão degradado.

Recentemente, a sequência de três retrações consecutivas na demanda eliminou quase dois pontos percentuais do crescimento acumulado que se registava até agosto, confirmando a deterioração do cenário. O fator de aproveitamento tem leve melhora de 0,5 ponto percentual, situando-se em 80,15%. Até outubro o número de passageiros transportados nos voos domésticos atinge 79,1 milhões, cifra 1,6% superior em relação ao mesmo período de 2014.

  • TAM – 37,40%
  • GOL – 35,10%
  • AZUL – 17,21%
  • AVIANCA – 10,29%

Movimento acumulado das companhias da ABEAR no mercado nacional Nos 10 meses de 2015, a oferta doméstica ainda regista alguma expansão, 1,7%. A demanda, por sua vez, cresce 2,4%. Boa parte desse avanço aconteceu no 1º trimestre do ano em razão de vendas feitas ainda em 2014, quando o ambiente de consumo ainda não estava tão degradado. Recentemente, a sequência de três retrações consecutivas na demanda eliminou quase dois pontos percentuais do crescimento acumulado que se registava até agosto, confirmando a deterioração do cenário. O fator de aproveitamento tem leve melhora de 0,5 ponto percentual, situando-se em 80,15%. Até outubro o número de passageiros transportados nos voos domésticos atinge 79,1 milhões, cifra 1,6% superior em relação ao mesmo período de 2014.

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