Boeing 737 MAX autorizado a retomar operações nos EUA

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A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos da América (EUA) cancelou nesta quarta-feira, dia 18 de novembro, a diretiva de março de 2019 que tinha levado à suspensaõ mundial de todas  as operações comerciais do Boeing 737 MAX 8 e 737 MAX 9.

O anúncio da FAA abre agora portas para que outras autoridades nacionais de aviação civil levantem a proibição que foi imposta após dois desastres com aviões MAX 8, em outubro de 2018 e em março de 2019, que provocaram 346 mortos, e que mais tarde foi provado terem acontecido devido a erros técnicos na concepção da nova gama dos populares Boeing 737.

“Nunca esqueceremos as vidas perdidas nos dois trágicos acidentes que levaram à decisão de suspender as operações”, disse David Calhoun, presidente executivo da Boeing. “Esses eventos e as lições que aprendemos como resultado “reinventaram” a nossa empresa e direcionamos ainda mais nossa atenção em nossos valores fundamentais de segurança, qualidade e integridade”, acrescentou o responsável pela fábrica norte-americana.

Ao longo dos últimos 20 meses, a Boeing trabalhou em estreita colaboração com as companhias aéreas, fornecendo-lhes recomendações detalhadas sobre armazenamento de longo prazo e participando ativamente do esforço para retornar os aviões ao serviço com segurança.

Uma diretiva de aeronavegabilidade emitida pela FAA especifica os requisitos que devem ser cumpridos antes que as companhias americanas possam retomar o serviço, incluindo a instalação de atualizações de software, completando modificações de separação de cablagens, treino de pilotos e atividades de manutenção completas que irão garantir a prontidão dos aviões para assumirem voos comerciais.

As companhias aéreas que já receberam aviões Boeing 737 MAX terão de realizar trabalhos de manutenção nos aparelhos que tenham estado imobilizados nas pistas dos aeroportos durante mais de 20 meses. Já as aeronaves armazenadas na Boeing, terão de ser examinadas por um inspetor da FAA antes de serem enviadas aos clientes.

No comunicado distribuído nesta quarta-feira, em Washington DC, a FAA esclarece que ainda não aprovou a formação necessária para os pilotos antes do Boeing 737 MAX poder voltar ao serviço.

A partir desta resolução da FAA, outras autoridades nacionais da aviação civil, nomeadamente a europeia – EASA – que já fez saber que está satisfeita com as alterações introduzidas pela Boeing, e as da Austrália, do Canadá, da China, de Singapura e de diversos países do Médio Oriente, deverão manifestar-se nos próximos dias pelo levantamento da proibição decretada em março do ano passado.

A resolução da FAA é válida para os EUA, quer ao nível de normas de fabrico para entrega das aeronaves, quer para operar no espaço aéreo dos Estados Unidos. Contudo, todas as regras e sugestões que são apresentadas pela entidade costumam ser seguidas pelos países, cujas companhias aéreas operam aviões Boeing e onde existe uma prevalência de tráfego com aeronaves da fábrica americana, uma constante na maioria dos aeroportos mundiais, a par com a Airbus.

 

 

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