Brasil organiza 40 voos para trazer da China material para tratar a pandemia

O Ministério da Infraestrutura (MInfra) do Brasil, responsável pela operação especial para trazer da China 960 toneladas de máscaras compradas pelo Ministério da Saúde, conseguiu parceria das ‘Lojas Americanas’ para custear o frete dos dois primeiros voos, transportando 53 toneladas de máscaras cirúrgicas (15 milhões de unidades), anunciou nesta terça-feira, dia 14 de abril, o governo brasileiro.

Estes serão os primeiros dois de uma série de 40 voos que irão levar toda essa carga da China para o Brasil e depois distribuí-la pelos diversos estados do País, confirmou o MInfra.

Os primeiros transportes serão realizados por duas aeronaves Boeing 777 da LATAM Airlines que devem descolar no domingo, dia 19 de abril, do Aeroporto de Guangzhou (China). Farão escala no Aeroporto de Doha, no Qatar, e têm chegada prevista ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, no dia 21 de abril. Serão necessários 40 voos para trazer toda a carga ao Brasil e distribuí-la aos estados.

As aeronaves da LATAM Airlines Brasil são normalmente utilizadas no transporte de passageiros, mas serão adaptadas para trazer a carga também na cabina, além do porão. Para viabilizar a rápida resposta à pandemia, bem como maximizar a capacidade de frete aéreo no País, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Brasil publicou uma resolução que permite o transporte de carga aérea na cabina de passageiros.

Com essa aprovação, os aviões de passageiros que estão presentemente parados porque as companhias suspenderam os voos regulares poderão ser usadas para transporte de carga. A autorização se dá em caráter excepcional e temporário, desde que sejam seguidas algumas diretrizes de segurança exigidas pela ANAC.

Por questão de segurança, será concedido status de voo de Estado, com as prerrogativas de prioridade de pouso e descolagem, às aeronaves envolvidas na megaoperação. O MInfra ainda busca outros parceiros privados dispostos a custear o frete dos equipamentos de proteção individual (EPI) adquiridos na China pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Para enfrentar a pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Ministério da Infraestrutura desenvolveu um plano de logística e distribuição, em apoio ao Ministério da Saúde. O plano nacional abrange ações para garantir agilidade no transporte de material importado, no desembaraço aduaneiro nos aeroportos e na distribuição dos equipamentos entre as 27 unidades da federação.

 

‘Vale’ freta 11 aviões para transportar equipamentos de proteção médica e testes de despiste oferecidos ao Brasil

O plano já está em operação para a chegada ao Brasil dos voos fretados pela ‘Vale’ [uma das mais importantes empresas mineradoras mundiais que tem matriz brasileira], com equipamentos e kits de testes rápidos doados ao Governo Federal. Serão 11 voos no total, até o mês de maio. Com o auxílio do Itamaraty, estão sendo estudadas as melhores rotas e países para as escalas dos voos com a carga de EPI que será usada no enfrentamento à covid-19.

O MInfra também está prevendo a necessidade de um segundo centro logístico em Guarulhos/SP, em apoio ao Centro de Distribuição do Ministério da Saúde. Há a possibilidade de ser utilizado um espaço das Forças Armadas para acondicionar a carga até a sua distribuição ao sistema de saúde. O Exército Brasileiro já disponibilizou ao menos um centro em cada uma das capitais brasileiras.

 

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