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Câmara de Sintra defende abertura da Base Aérea nº 1 à aviação civil

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, revelou, recentemente, em declarações à imprensa, a intenção de recuperar a Base Aérea n.º 1 para a aviação civil. A base está situada em Pero Pinheiro a cerca de 30 quilómetros da cidade de Lisboa, por auto-estrada. Actualmente a instalação é totalmente militarizada e está entregue à Força Aérea Portuguesa.

Na ocasião, Basílio Horta adiantou ao ‘Jornal de Sintra’ que há “completa abertura da Força Aérea” para esse projecto e foi enviado um pedido nesse sentido ao Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC).

A abertura a aviões particulares é um dos projectos. Outro seria a abertura da pista à aviação comercial ‘low-cost’, uma solução mais complexa e com maiores custos, dada a sua extensão, que actualmente não chega aos dois mil metros, e a eventual interferência que o seu tráfego possa ter com o do Aeroporto Internacional de Lisboa, na Portela de Sacavém.

Assim que tenha autorização para a abertura aos aviões particulares, o autarca diz ter condições para iniciar a obra começando, desde logo, pela construção de uma recepção VIP num terreno já identificado.

De acordo com o mesmo jornal, Basílio Horta admite que este projecto da autarquia poderá vir a desviar algum tráfego do Aeródromo Municipal de Tires, que considera “sobrelotado”. A ideia é também prestar um serviço de maior proximidade aos particulares que se deslocam de avião para irem à Penha Longa jogar golfe.

A câmara calcula gastar entre 10 a 15 mil euros na referida obra. Quanto a estudos sobre o volume de tráfego aéreo esperado, isso ainda não foi tratado, já que, segundo o autarca, custaria mais o estudo que a obra.

 

Sobre a Base Aérea de Sintra

A Base Aérea N.º 1 tem um património histórico único, edificado ao longo de 89 anos, desde que, em Fevereiro de 1920, ali foi instalada a Escola Militar de Aeronáutica de Portugal, na sequência da primeira reestruturação porque passou a aviação militar, resultante da transferência para os terrenos da Granja do Marquês da pioneira da Escola Militar de Aviação, até essa altura a funcionar em Vila Nova da Rainha.

A Base Aérea Nº 1, designação assumida em 1939, é, assim, a mais antiga e emblemática unidade da Força Aérea Portuguesa, berço deste Ramo das Forças Armadas e da formação militar e técnica de milhares de aviadores.

A Base Aérea Nº 1 permanece um elemento essencial do dispositivo da Força Aérea e irá manter, no futuro previsível, uma actividade global de elevada importância, concentrando a instrução elementar e básica de pilotagem da Força Aérea Portuguesa e continuando a dar o seu prestimoso apoio à Academia da Força Aérea, ao Museu do Ar e a outras entidades e organizações civis e militares, ali instaladas.

 

  • Foto: Força Aérea Portuguesa (www.emfa.pt)

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