Companhias do Grupo Aeroflot suspendem voos internacionais

O Grupo Aeroflot, constituído por esta companhia aérea e pelas suas subsidiárias Rossiya e Aurora, que opera um total de 320 aeronaves comerciais, anunciou a suspensão temporária de todos os voos internacionais a partir de terça-feira, dia 8 de março “devido a circunstâncias imprevistas que impedem os voos”. A única exceção é para a Bielorrússia, país vizinho e alinhado com a política do regime do Presidente Vladimir Putin.

De acordo com o anúncio publicado neste sábado, dia 5 de março, no ‘website’ da Aeroflot para passageiros de voos internacionais, apenas os voos de e para Minsk, a capital da Bielorrússia, continuarão a operar a partir dessa data.

A Aeroflot já tinha suspendido há dias todos os voos para a Europa e América Latina devido ao encerramento do espaço aéreo a aviões russos decretado pela União Europeia (EU) e outros países europeus e pelo Canadá, a que mais tarde se juntaram os Estados Unidos da América, em retaliação pela invasão russa da Ucrânia.

Os passageiros afetados pela suspensão dos voos internacionais cancelados podem solicitar um reembolso total do preço do bilhete.

“Para os passageiros que ainda estão no estrangeiro no momento em que os voos terminam, a companhia aérea fará todos os esforços para organizar o seu regresso à Rússia”, explica o comunicado.

Esta semana, a Aeroflot organizou três voos para Cancun (México) e Punta Cana (República Dominicana) para repatriar cidadãos russos que se encontravam nesses destinos turísticos.

Na sexta-feira, a companhia aérea russa S7 Airlines, que tem uma frota de mais de uma centena de aviões de passageiros, anunciou também o cancelamento de todos os seus voos internacionais a partir deste sábado, dia 5 de março, na sequência do encerramento do espaço aéreo de muitos países às aeronaves russas devido à invasão da Ucrânia.

A Nordwind Airlines, outra companhia que se dedica especialmente a séries de voos fretados para transporte de turistas para destinos em países estrangeiros, com uma frota de cerca de 40 aviões, a maioria com capacidade para voos de longo curso, tinha decidido interromper as suas operações no passado dia 28 de fevereiro, também devido ao conflito militar.

 

  • Foto de abertura ©Gleb-Borzyako/AviMedi/Jetphotos.net

 

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