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Drone chinês automatizado voa com passageiro a bordo – com vídeo

A fábrica chinesa de drones Ehang apresentou na quarta-feira, dia 6 de dezembro, um aparelho capaz de voar com um passageiro. É o primeiro do seu género a permitir tal proeza, revelou a companhia durante a apresentação do novo ‘gadget’ na Feira de Tecnologia de Consumo (CES), que se realiza anualmente no Centro de Convenções de Las Vegas, nos Estados Unidos da América.

Além do protótipo do aparelho, que na exposição está a atrair as atenções gerais, a Ehang colocou no canal YouTube um vídeo em que mostra as potencialidades do novo aparelho, assim como a interessante história do inventor do aparelho e da sua empresa. O vídeo, falado e legendado em inglês, pode ser visto a partir do link que colocamos no final desta matéria.

O novo aparelho, baptizado de ‘Ehang 184’, é semelhante a um helicóptero, embora mantenha as características dos já conhecidos veículos voadores não tripulados, conhecidos por drones. Voa com quatro motores eléctricos e é totalmente controlado por um tablet. As suas baterias podem ser recarregadas ligadas a uma tomada de corrente eléctrica normal em apenas duas horas. Está concebido para uma autonomia de cerca de 20 minutos desenvolvendo uma velocidade de 90 quilómetros por hora a uma altitude de entre 300 a 500 metros. No entanto, os promotores garantem que poderá atingir uma altitude de 3.500 metros e atingir 100 quilómetros/hora de velocidade. O problema é o tempo útil de carga das baterias, que, por enquanto, não ultrapassa os 23 minutos.

A cabina do novo drone tripulável por humanos pode ter ar condicionado e está equipada com uma luz de sinalização.

Shang Hsiao, co-fundador e director financeiro da Ehang, disse ao jornal britânico ‘The Guardian’ que a empresa espera conseguir vender este produto ainda em 2016 por um valor entre os 200 mil e os 300 mil dólares (entre 186 mil e 279 mil euros), reconhecendo porém que ainda não são claras as determinações legais sobre o uso de drones e muito menos sobre o uso destes aparelhos quando transportam passageiros. “O mundo nunca antes viu nada assim”, disse o promotor chinês.

Uma vez que o piloto não tem comandos, a empresa está a planear a criação de um centro de controlo remoto, capaz de assumir o controlo do veículo para garantir uma aterragem em segurança no caso de algum problema.

Derrick Xiong, director de marketing da empresa, adiantou ainda ao ‘The Guardian’ que o aparelho foi testado mais de 100 vezes, tendo voado a baixa altitude na área florestal de Guangzhou, na China, e muitas destas vezes com um passageiro a bordo.

 

 

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