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Espaço aéreo do Paquistão encerrado – Abatidos dois aviões caças indianos

O Eurocontrol informou na manhã desta quarta-feira, dia 27 de fevereiro, que o espaço do Paquistão está encerrado à aviação comercial, na sequência do recrudescimento do conflito com a Índia.

As Forças Armadas da República Islâmica do Paquistão reconheceram nesta manhã que tinham abatido dois aviões indianos Mig-21 dentro do seu espaço aéreo, pouco depois de ter sido noticiada uma “breve violação” do espaço aéreo indiano por aviões paquistaneses.

“A força aérea abateu dois aviões indianos no espaço aéreo paquistanês. Um dos aviões caiu na Caxemira indiana e o outro na Caxemira paquistanesa”, indicou o general Asif Ghafoor, na rede social ‘Twitter’. “Um piloto indiano foi detido em terra pelos militares”, acrescentou.

As notícias das agências internacionais indicam que outros dois pilotos indianos terão morrido mais uma pessoa em terra. Não há confirmação oficial do número de vítimas. Quanto aos aparelhos sabe-se que foram destruídos a avaliar pelas imagens que chegam pelas redes sociais.

Diversas companhias internacionais cancelaram os seus voos para território paquistanês, enquanto outras que deveriam atravessar espaço aéreo do Paquistão cancelaram os voos e aguardam o que poderá acontecer nas próximas 24 horas, antes de desenharem rotas alternativas. Além de voos para aeroportos paquistaneses, também estão a ser cancelados voos para aeroportos indianos.

Quanto às companhias europeias que voam para o sul da Ásia, na manhã desta quarta-feira, há ainda poucas notícias. Cancelaram voos e aguardam o rescaldo destes incidentes bélicos fronteiriços entre os dois países do subcontinente indiano. Durante a tarde haverá, certamente, notícias mais esclarecedoras. Aviões de companhias norte-americanas estão a divergir para aeroportos europeus.

 

O conflito fronteiriço entre a Índia e o Paquistão

Na manhã desta quarta-feira, dia 27 de fevereiro, antes do abate dos dois aviões da Força Aérea Indiana, foi noticiada uma “violação breve” de aviões paquistaneses no espaço aéreo indiano na região disputada de Caxemira, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), que cita fontes governamentais locais.

Esta incursão na linha de cessar-fogo altamente militarizada surge após um “ataque preventivo” da Índia ao Paquistão, na terça-feira.

As autoridades indianas confirmaram ter lançado um ataque aéreo “preventivo” na Caxemira paquistanesa e matado “um grande número” de militantes do grupo islâmico Jaish-e-Mohammed (JeM), que reivindicou o ataque suicida de 14 de fevereiro na Caxemira indiana, que matou mais de 40 paramilitares indianos.

O secretário do Exterior, Vijay Gokhale, afirmou que a Índia atingiu “o maior campo de treinos” do JeM na região de Balakot.

O atentado suicida da semana passada na Caxemira indiana, que provocou a morte de 42 pessoas, foi o mais mortífero ataque desde 2002.

Reivindicado pelo grupo islâmico JeM, o atentado-suicida foi perpetrado com uma carrinha carregada de explosivos detonada perto de uma coluna de 78 veículos transportando cerca de 2.500 membros da Central Reserve Police Force (CRPF), uma força paramilitar.

A região de Caxemira é reivindicada, tanto pela Índia como pelo Paquistão, desde o fim da colonização britânica, em 1947.

O total das forças indianas na parte controlada por Nova Deli é estimado em cerca de 500.000 efetivos.

Uma rebelião separatista mortífera destabiliza a Caxemira indiana desde 1989.

A Índia acusa o Paquistão de apoiar de forma dissimulada as infiltrações na sua parte do território e a própria revolta armada, o que Islamabad sempre negou.

Na terça-feira, dia 26 de fevereiro, pelo menos seis pessoas foram mortas durante confrontos entre militares indianos e paquistaneses, perto da linha de demarcação das partes da Caxemira sob controlo da Índia e do Paquistão, no setor controlado por este, em Nakyal, de acordo com as autoridades paquistanesas.

O Paquistão, oficialmente República Islâmica do Paquistão, está situado no Sul da Ásia, integrando a denominado subcontinente indiano. Tem uma população superior a 200 milhões de pessoas e é o quinto país mais populoso do mundo.

 

  • Notícia em desenvolvimento – Atualizada às 10h15 UTC

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