Governo Regional quer implementar ‘Tarifa Açores’ nos voos inter-ilhas

O Governo Regional dos Açores reiterou a vontade de implementar um preço máximo de 60 euros para os residentes nas ilhas que viajem de avião dentro do arquipélago, acrescentando que a medida é possível de concretizar sem agravar as contas da companhia regional SATA Air Açores, integrada no Grupo SATA, que tem sede naquela região autónoma portuguesa, situada no Oceano Atlântico.

“Através do reforço das compensações do serviço público e com ganhos de eficiência operacional, é possível reduzir a tarifa, sem agravar a situação económica da SATA, conciliando este objetivo com a inevitável reestruturação financeira da nossa companhia aérea”, considerou o novo secretário regional com a tutela dos Transportes, Mário Mota Borges (na imagem de abertura).

O governante falava no parlamento da região, na cidade da Horta, na última sexta-feira, dia 11 de dezembro, no terceiro e último dia de discussão do programa do executivo de coligação liderado pelo Partido Social-Democrata (PSD), recém-empossado.

Nas ligações aéreas inter-ilhas, “vai concretizar a redução substancial do preço das passagens aéreas para residentes, com a implementação da ‘Tarifa Açores’, com um preço máximo de até 60 euros, para viagem de ida e volta”, asseverou Mota Borges.

“O transporte aéreo inter-ilhas é uma obrigação de serviço público. A ‘Tarifa Açores’ é uma medida verdadeiramente estruturante, aceleradora do mercado interno e da mobilidade dos açorianos”, considerou ainda Mário Mota Borges, que adiante disse ter recebido nos transportes uma “pesada herança” do governo anterior liderado pelo Partido Socialista (PS).

“Se o setor público empresarial regional foi marcado pelo seu empolamento e frequente ingerência política, nos transportes, a SATA constitui o exemplo daquilo que nunca podia ter acontecido. Reafirmo: nunca podia ter acontecido, porque deixou gravíssimas sequelas na nossa companhia aérea, com implicações no presente e no futuro da transportadora aérea açoriana”, vincou.

O desígnio, disse Mário Mota Borges, é “manter a empresa no setor público empresarial regional, financeiramente resgatada e com gestão profissionalizada, nunca confundindo o exercício de tutela com a ingerência política na sua gestão diária”.

 

 

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