Greve dos trabalhadores de handling complica movimento no Aeroporto de Lisboa

O nível de adesão à greve dos trabalhadores da Portway (empresa de assistência em terra nos aeroportos), convocada pelo SINTAC nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Madeira manteve-se assim nos 70%, disse à agência de notícias ‘Lusa’ Fernando Simões, dirigente do SINTAC.

Questionado sobre o balanço da greve efetuado pela ANA – Aeroportos de Portugal, o dirigente sindical referiu que o impacto da paralisação estava a ser “reduzido” em Lisboa e que não era assinalável no Porto, em Faro e na Madeira, o dirigente sindical considerou tratar-se de “um grande contrassenso”.

“O impacto reduzido que a ANA Aeroportos fala em parte é um grande contrassenso quando a mesma tem no seu ‘site’ um aviso que, ‘derivado à greve decretada pelo SINTAC, vão existir possíveis constrangimentos e aconselha os passageiros a contactar as companhias’”, disse Fernando Simões.

Além disso, continuou, “na aerogare, a informação que a ANA – Aeroportos está a dar nos ‘placards’ não está certa, não bate certo com aquilo que muitas vezes acontece na informação dos atrasos dos voos no seu ‘site’ na Internet”.

Para este domingo, 29 de dezembro, último dia da greve, o dirigente sindical antevê “um dia complicadíssimo”, já que vai ser “um dia com maior número de voos até do que propriamente sexta-feira”.

“A previsão é que os efeitos ou serão iguais a sexta-feira ou poderão mesmo ultrapassar”, adiantou.

A ‘Lusa’ contactou neste sábado, dia 28, a Portway por email e por telefone, mas ainda não foi possível obter comentários ao segundo dia de greve.

Em termos práticos a companhia mais afectada pela greve é a EasyJet, com alguns voos cancelados nos aeroportos de Lisboa e da Madeira, irregularidades que ocorrem numa época de grande procura e de movimento pleno nos aeroportos.

A Cabo Verde Airlines (CVA) também alertou os seus passageiros, que, devido à greve em curso do handler Portway no Aeroporto de Lisboa, que irá manter-se até ao dia 29 de dezembro, poderá haver perturbações na entrega de bagagens nos aeroportos de destino dos voos da companhia.

“Esta é uma situação alheia à Cabo Verde Airlines. A companhia aérea lamenta a situação e garante que todas as bagagens chegarão ao seu destino final e que todos os passageiros serão avisados assim que a situação esteja normalizada”, destaca a companhia cabo-verdiana em comunicado..

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