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Greve na TAP mantém-se para os dias 27, 28, 29 e 30 de Dezembro

Não se vislumbra para já qualquer evolução que leve à suspensão da greve geral que a plataforma sindical dos trabalhadores da TAP, que inclui 12 sindicatos, aprovou para ser cumprida entre os dias 27 e 30 do corrente mês.

Os dirigentes sindicais estiveram reunidos hoje, segunda-feira, dia 15 de Dezembro, durante bastante tempo, mas da reunião sai apenas um comunicado lacónico que diz que a plataforma apresentou um memorando que visa a suspensão do processo de privatização da TAP e da greve marcada para final do mês.

“Na sequência da proposta do Governo para a criação de um grupo de trabalho, a plataforma de sindicatos apresentou ao Governo um memorando visando a suspensão do processo de reprivatização e da greve convocada para os dias 27 a 30 de Dezembro do corrente ano”, informou a plataforma em comunicado enviado meios de comunicação social, sem acrescentar mais informações.

Desconhece-se o enunciado do  memorando, mas sabendo-se que o Governo, depois de ter reunido com a plataforma de sindicatos admitiu que constituiria um grupo de trabalho para abordar a questão, desde que a greve fosse suspensa, dizendo de antemão que não voltava atrás com a decisão de privatizar a companhia aérea, de acordo com uma resolução do Conselho de Ministros do passado dia 13 de Novembro, é muito provável que não exista caminho para continuar o diálogo.

A TAP já disse que estão em jogo 120 mil reservas e que a companhia nos quatro dias de greve poderá perder cerca de 25 milhões de euros, o que levará a TAP para um exercício negativo neste ano, depois de já ter perdido uma quantia semelhante com as recentes greves dos pilotos e dos tripulantes de cabina.

Por outro lado, há diversos prejuízos inerentes na economia do País, nomeadamente no turismo. Por exemplo, na Madeira que tem a sua melhor época turística em termos de chegada de turistas e de receitas hoteleiras, no final do ano, já começaram a surgir cancelamentos na hotelaria local, que estava praticamente reservada a cem por cento. A manter-se a greve naturalmente que a Região Autónoma terá um pesado prejuízo, além do facto de isso impossibilitar a reunião de muitos madeirenses dispersos pelo mundo que acorrem à ilha na época de Passagem de Ano para estar junto dos seus familiares. Tudo está em causa com uma greve de transportes aéreos numa região ultraperiférica como esta, desde o seu anúncio que já cria instabilidade no mercado, e consequentes cancelamentos.

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