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Hub na ilha do Sal ganha apoiantes e aponta novo desafio a Cabo Verde

Faz parte da maior comunidade de aviação em português


 

O presidente da Câmara Municipal do Sal, na ilha do mesmo nome, na República de Cabo Verde, considerou que o hub aéreo, um negócio que se vai fazer a partir do aeroporto da ilha, é um desafio e uma oportunidade para este país insular africano.

Júlio Lopes, que falava no sábado, dia 2 de dezembro, à margem da conferência sobre ‘Gestão Integrada e Conectividade no Sistema Hub’, que decorreu num dos hotéis da cidade Santa Maria, na ilha do Sal, explicou que com o incremento do número de visitantes e de passageiros, há todo um conjunto de oportunidades que emergem e em consequência também um conjunto de desafios para os poderes públicos, a nível dos governos central e local, assim como para o privado.

“Portanto, é necessário mais investimentos na área de hotelaria e noutras áreas de negócio, requalificação urbana, habitação, saúde, segurança, enfim… até transportes marítimos, para fazer face às oportunidades, para que os benefícios possam ocorrer em todas as ilhas de Cabo Verde”, renovou.

Por seu turno, os operadores económicos manifestaram-se igualmente satisfeitos com a construção do hub, que tem como base a ilha do Sal.

Porém, Jorge Spencer Lima “Scapa”, presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, aplaudindo a ideia, disse, entretanto, discordar-se do encerramento de operações da TACV noutros aeroportos e o abandono de algumas linhas “importantes” para os cabo-verdianos.

“Do meu ponto de vista, isto está errado. Por exemplo, só na linha de Lisboa estamos a perder o mercado de quase 20 milhões de euros que a TACV tinha e vamos entregar à TAP. Está errado”, apontou, denotando que a política do hub está certa, correta, mas não deve excluir as outras vertentes que a TACV tinha e que “devia continuar a ter”, onde a empresa facturava, disse, valores significativos, anuais.

Já Victor Fidalgo, representante do maior grupo turístico-hoteleiro da ilha do Sal, manifestando satisfação pela iniciativa, que “irá promover” um novo tipo de turismo, disse que Cabo Verde não pode parar.

“Temos que ter uma visão que nos leve a lançar novos objectivos, e o hub aqui no Sal é uma inovação, um desafio. Não estamos a inventar nada que não exista noutras paragens. E, agindo bem e com cautela, vamos restituir a Cabo Verde uma função que sempre teve na sua história, que é servir de encruzilhada das grandes rotas internacionais”, denotou.

E, perante algumas preocupações, o ministro da Economia, José Gonçalves, que também fez o encerramento do evento, assegurou que o Governo não vai descorar o mercado interno e da diáspora, estando à procura de soluções, afirmando que o novo modelo de negócio aéreo vai permitir a entrada de outras companhias que servirão os cabo-verdianos.

“Implementar Hub Sal” e Implementar Stopover em Cabo Verde” foram os dois painéis em debate neste dia de trabalho.
Durante o colóquio, a Icelandair mostrou a sua experiência no domínio de hub aéreo, enquanto os principais parceiros manifestaram também a sua opinião quanto aos desafios que a implementação do sistema trará nos vários domínios.

 

  • Texto distribuído pela Inforpress – Agência de Notícias Cabo-verdiana
  • Foto © Cleidir Almeida

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