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ILS e grooving operacionais na pista do Aeroporto da Ilha do Pico

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A partir de desta quinta-feira, dia 13 de setembro de 2018 é possível utilizar o sistema ILS (Instrument Landing System) no Aeroporto da ilha do Pico, no Grupo Central do arquipélago português dos Açores, no Atlântico Norte, quase 14 anos após o seu anúncio, a 4 de outubro de 2004, pelo anterior presidente do Governo Regional dos Açores, noticiou o blogue ‘Cais do Pico’, que se dedica a temáticas regionais.

O ILS é um sistema automático que possibilita a aterragem assistida por computador a aeronaves, sob condições de adversidade extrema, como neblinas, nevoeiros e chuva intensa. Uma vez ativado, o ILS cria uma espécie de corredor eletrónico que controla o avião e o transporta para a pista, mesmo que, no interior do aparelho, a tripulação não a consiga avistar. Nos Açores, o sistema ILS encontra-se operacional (para além do aeroporto do Pico) nos aeroportos das ilhas de Santa Maria, de São Miguel e Terceira. O sistema ILS implementado é um CAT I, com mínimos de 415 pés, o que na prática viabiliza aterragens com céu nublado até 415 pés (cerca de 126 metros).

A certificação ficou concluída com a publicação da mais recente emenda ao AIP, de 2 de agosto de 2018, da NAV Portugal. Esta emenda entrou agora em vigor, o que significa que, na prática, o sistema de ILS do Aeroporto da ilha do Pico pode ser utilizado pelos pilotos a partir dessa data, nomeadamente as operações inter-ilhas em Bombardier Dash Q200 e Q400 da SATA Air Açores e com o continente português, em Airbus A320 pela Azores Airlines.

Desde o ínicio de Agosto o aeroporto do Pico já dispõe de grooving, empreendimento que consistiu em ranhurar a pista numa orientação perpendicular ao eixo da pista, melhorando as condições de aderência e de escoamento das águas superficiais, que afetavam sobretudo a operação dos aviões de médio-porte, tais como os Airbus A320 da Azores Airlines, nos dias de chuva forte com pista molhada. No caso, da operação da TUI em 2016 na ilha do Pico (em Boeing 737-800), todos os cancelamentos verificados ficaram a dever-se a pista molhada em excesso, sendo uma das razões para a TUI ter abandonado a rota devido a estas limitações operacionais.

Com a certificação e consequente utilização operacional do ILS , bem como o grooving recentemente realizado na superfície da pista, estes são investimentos que vem aumentar a operacionalidade e a segurança no aeroporto do Pico, reduzindo os cancelamentos e as divergências, esperando-se que possam contribuir para o desenvolvimento económico da ilha e do arquipélago dos Açores em geral.

 

  • Texto base publicado no blogue ‘Cais do Pico
  • Fotos © Bruno Rodrigues (entrada) e ‘Cais do Pico’.




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