Joaquim da Cunha retoma liderança da TAAG após saída intempestiva da Emirates

A maior fatia da quantia de 340 milhões de dólares norte-americanos que a República de Angola deve aos Emirados Árabes Unidos pertence ao Grupo Emirates, com sede no Dubai, anunciou na terça-feira, dia 11 de julho, o site de notícias de aviação ‘aviator.aero’. O grupo aeronáutico árabe abandonou a consultadoria e gestão da TAAG, companhia aérea estatal de Angola, no passado dia 9 de julho, após ter cumprido pouco mais de um ano de um contrato que estava acordado para decorrer por 10 anos.

São verbas que ainda não foram transferidas e que estão atrasadas desde a crise verificada em Angola, em 2014, dada a queda dos preços de venda do petróleo bruto. Uma crise que está na base das dificuldades financeiras porque passa o país de língua portuguesa da África Ocidental, com reflexo nas empresas estrangeiras que trabalham nesta nação africana. As severas restrições à exportação de divisas impostas pelo governo de Luanda são a razão principal dos atrasos nos pagamentos a entidades estrangeiras, nomeadamente às companhias de aviação e fornecedores de material e equipamento aeronáutico, que não estão autorizados a repatriar fundos.

Tim Clark, presidente executivo do Grupo Emirates, tentou, nos últimos meses, por três vezes, resolver a situação. As cartas enviadas ao ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás, não tiveram resposta satisfatória até ao dia 9 de julho passado. Desta forma, a Emirates mandou regressar o até essa data presidente executivo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, o britânico Peter Hill, e a sua equipa de administradores estrangeiros, que estava a gerir a companhia estatal angolana.

Como resultado desta situação, o vice-presidente da companhia angolana, Joaquim Teixeira da Cunha, tomou os destinos da TAAG. Até à entrada da Emirates, em 2015, era presidente executivo da empresa.


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