KLM pode dispensar mais do que os 5.000 trabalhadores previstos

O presidente executivo da KLM, Pieter Elbers, enviou aos trabalhadores da empresa uma carta em que anuncia que a companhia tem de diminuir o número de colaboradores e tornar-se mais eficiente. Por outras palavras, o que Elbers pretende explicar é de que tem pessoal a mais e produção a menos.

A KLM, que está associada à Air France desde Maio de 2004, está presentemente a fazer uma análise aos seus quadros e a apurar internamente o número de pessoal que pode ser considerado redundante, anuncia o presidente na mensagem enviado aos trabalhadores, na qual avisa que isso, por si, pode não ser suficiente.

“Nós criámos um ‘centro de transição’ no qual serão colocados os funcionários que pretendemos dispensar, os quais ajudaremos a encontrar trabalho noutras empresas”, refere a carta de Pieter Elbers, na qual o próprio admite que não será uma missão fácil e que vai deixar marcas e feridas.

A KLM espera dar mais notícias sobre este tema até final do corrente mês de Setembro, até porque as medidas propostas e que estão em fase de implementação ainda não estão aprovadas pelo Conselho de Administração do grupo.

A imprensa holandesa ao abordar o conteúdo da mensagem de Pieter Elbers manifestou algum receio de que estas novas medidas possam significar mais do que o despedimento de cerca de 20% da actual força laboral da KLM que no total é de 30.000 pessoas, e que é uma percentagem já anunciada para os próximos anos no plano de saneamento financeiro do grupo. Até agora analistas que acompanham a atividade da empresa admitiam que esse seria o número de dispensados para poder recuperar a KLM nos próximos quatro anos. Outros círculos mais conservadores falavam num limite de 5.000 despedidos. A carta de Pieter Elbers deixa muitos a pensar que as perspectivas de futuro são ainda mais negras.

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