Las tardecitas de Buenos Aires tienen ese - Blog Enderson Rafael

“Las tardecitas de Buenos Aires tienen ese… qué sé yo?”

Se descontarmos o aeroporto onde aprendi a voar aviões a pistão, DeLand Municipal (KDED), e o internacional do Rio de Janeiro, minha base na linha aérea (SBGL), é provável que o aeroporto em que mais pousei na vida seja o Internacional Ministro Pistarini, em Ezeiza, região metropolitana de Buenos Aires. Mas embora meus voos para a Argentina sejam frequentes ao ponto de eu fazer pelo menos um por semana, depois que me tornei piloto, os pernoites lá propriamente ditos, se tornaram escassos. É que o motivo de eu passar tanto por EZE/SAEZ é que a chave de voo que me leva lá, é a mesma que me traz para casa – outro aeroporto onde pouso bastante, Florianópolis, SBFL.

Mas o mês de junho foi especialmente favorável, e pude, por três vezes, pernoitar na capital portenha, sob o belo sol de inverno. No último da série, levei inclusive minha esposa. Buenos Aires é, dentre as grandes cidades da América Latina, provavelmente a mais agradável. Com estilo e clima europeu, comida maravilhosa, e um ar único – e bueno – que só os argentinos sabem como prover, o principal destino turístico internacional dos brasileiros também é bom para quem gosta de avião. A começar pelo relevo: com uma MSA – minimum safety altitude – de 3 mil pés, a região do aeroporto, e da enorme província onde mora quase metade da população do país, é surpreendentemente plana. A pista principal do aeroporto internacional, a 11/29, é bastante comprida e larga, e oferece os mais variados tipos de aproximação de precisão e não-precisão. Já o outro aeroporto da cidade, mais central, o Aeroparque Jorge Newberry (SABE), permite que vejamos de perto as aproximações como em poucos aeroportos pelo mundo, a somente centenas de metros de uma das regiões mais agradáveis da cidade, os bosques de Palermo. Não longe dali, ficam a Recoleta, a imensa avenida com o obelisco, a 9 de Julio, e todo o centro histórico de Buenos Aires. Planejada, arborizada, segura e de avenidas largas, a cidade convida para se caminhar: do Paseo El Rosedal ao Costanera Sur, do outro lado do Puerto Madero. No caminho, pubs e restaurantes variados, a famosa Casa Rosada e a Playa de Mayo. Por falar em comida, se você gosta de carne, esse é lugar para ir: as tripulações de todas as muitas companhias que voam do mundo inteiro para Ezeiza, não perdem o famoso bife de chorizo do La Estancia no almoço, e por que não, a inigualável pizza fugazzeta do El Cuartito no jantar. Empanadas, alfajores, sorvetes de dulce de leche. Isso que nem falamos dos maravilhosos vinhos locais. É, com tanto para provar na agradabilíssima terra do tango, só caminhando muito mesmo.

Na manhã seguinte, torcendo para o nevoeiro não atrapalhar, é só decolar na PTA6B departure, DORVO transition, restricted to flight level 060 until PTA VOR. Como não chamar essa cidade de “mi Buenos Aires de querido”?

Foto: Avenida 9 de Julio, centro de Buenos Aires, numa manhã de inverno.

 
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