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Maduro ordenou encerramento das fronteiras aéreas com as Antilhas Holandesas


 

O presidente da República Bolivariana da Venezuela ordenou na sexta-feira, dia 5 de janeiro, o encerramento de todas as fronteiras aéreas e marítimas de e para as ilhas de Curaçau, Aruba e Bonaire, nas Antilhas Holandesas, pelo período de 72 horas.

Nicolás Maduro anunciou a decisão após a primeira reunião do Governo deste ano, alegando que se trata de um interregno para controlo das “mafias” que se dedicam ao contrabando de mercadorias desde Venezuela para o exterior com escala nessas ilhas. “Desde ouro, diamantes e cobre a géneros alimentícios, essas mafias estão levando os bens dos venezuelanos para o exterior”, justificou o mandatário bolivariano.

O primeiro-ministro do Governo de Curaçau, Eugene Rhuggenaath, já reagiu à decisão, e comentou que nada justifica a atitude “unilateral” de Maduro, já que não houve quaisquer contactos entre entidades oficiais tendo em vista a decisão venezuelana.

“O Curaçau tem feito tudo o que está ao seu alcance e sempre esteve aberto para combater o tráfego de armas, drogas e produtos ilícitos através das suas fronteiras”, disse o líder regional.

 

Avião da Euro Atlantic faz voo da TAP para Caracas com escala em Curaçau neste sábado, dia 6 de janeiro

A proibição de voos entre aeroportos venezuelanos e das Antilhas Holandesas, é mais um golpe na pouca conectividade aérea de Venezuela, nomeadamente de Caracas, de onde, nos últimos anos, já saiu mais de uma dezena de companhias aéreas internacionais. Por outro lado pernoitam em Curaçau tripulantes de três companhias comerciais europeias que ainda mantêm voos para Caracas/Maiquetia, sendo a rendição de tripulações feita no Aeroporto de Willemstad.

É o caso, por exemplo dos voos da TAP Air Portugal, cujos tripulantes pernoitam em Curaçau, por questões de segurança. Presentemente os voos são feitos com aviões e tripulações da companhia portuguesa Euro Atlantic Airways (EAA), que tal como acontecia nos últimos meses com a TAP, escalam o Aeroporto de Willemstad, onde o avião é reabastecido e as tripulações rendidas. Contudo, os passageiros não desembarcam na escala, o que torna a operação mais cara e incómoda, já que o reabastecimento da aeronave com passageiros a bordo exige a presença de bombeiros aeroportuários de prevenção junto da aeronave.

Na manhã deste sábado, dia 6 de janeiro, receou-se que o voo TP2615 da TAP, que foi feito pela EAA com um Boeing 767-300ER, matrícula CS-TKR, com partida de Lisboa prevista para as 11h20 locais (partiu às 11h44), pudesse ser alterado, dado o encerramento das fronteiras alfandegárias em Caracas. Contudo, segundo conseguimos apurar, as autoridades aeronáuticas venezuelanas entenderam que o avião não irá desembarcar passageiros em Curaçau, pelo que autorizaram a partida do B767 de bandeira portuguesa, o que deverá acontecer pelas 17h40 locais, segundo informação do Aeroporto Internacional Simón Bolívar/Maiquetia, que serve a cidade de Caracas. Aterrou às 15h25 locais (19h25 UTC).

A bordo do avião da EAA seguiu uma comitiva oficial portuguesa, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que durante quatro dias manterá contactos com a comunidade portuguesa residente na Venezuela e com entidades locais no âmbito de uma nova ronda de negociações do convénio luso-venezuelano de intercâmbio técnico e comercial. Haverá também outras reuniões com políticos venezuelanos relacionadas com o momento sócio-político que se vive no País.

 

  • Notícia em desenvolvimento – 19h30 UTC

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