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Malaysia Airlines perdeu 100 milhões de euros em três meses

A Malaysia Airlines, companhia aérea asiática que tem sido muito falada neste início de ano pelos piores motivos, infelizmente, registou no primeiro trimestre deste ano um prejuízo operacional de cerca de 100 milhões de euros, quase mais 60% do que em igual período do ano anterior, em que as contas da companhia malaia já andavam mal.

Embora tenha sido sempre uma companhia deficitária, suportada por verbas governamentais, a Malaysia Airlines tem sofrido nos últimos meses os efeitos do desaparecimento do Boeing 777 que fazia o voo MH370. O próprio presidente da companhia numa conferência de imprensa dada este fim-de-semana em Kuala Lumpur disse que esse dramático evento está a repercutir-se em todo o sector do transporte aéreo, mas com muito negativismo na Malaysia Airlines, onde se vendem menos bilhetes e se verifica menor confiança dos passageiros. Por exemplo, na China, as vendas estão em queda, estimando-se que hoje se vendem menos 60% dos bilhetes que antes se vendiam para os voos da companhia malaia. A maioria dos passageiros do voo MH370 eram chineses, que regressavam a casa.

O presidente da companhia admite que a Malaysia possa vender em breve a sua unidade de engenharia e manutenção e apostar no rejuvenescimento da frota acompanhada de uma campanha para reganhar a confiança do mercado.

A Malaysia Airlines tem uma frota activa de cerca de 100 aviões, dos quais seis Airbus A380, recebidos em 2012. A idade média da sua frota é de 7,2 anos, segundo o portal ‘Airfleets.net’, dos quais os Boeing 777 são os mais antigos, com uma idade média de 17 anos e meio. Tem ainda 19 Boeing 737-400 com mais de 21 anos de actividade, mas nesta gama já incorporou na frota 54 aviões de Nova Geração, B737-700, com uma idade média de 2,7 anos.

Não nos parece que a idade da frota seja a razão da falta de confiança dos passageiros. Sem dúvida que o desaparecimento do avião no dia 8 de  Março passado, a que se junta uma gestão que sempre foi apoiada por fundos estatais, será a razão principal de tão volumoso prejuízo. Infelizmente, nas contas do trimestre seguinte, que acabará em 30 de Junho próximo, não se prevê que os resultados sejam melhores.

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