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NATO Trident Juncture 2015 em Beja até 6 de Novembro


Promover a inter-operacionalidade entre as forças da NATO – um ponto-chave para os desafios de segurança futuros – constitui a base para o treino de prontidão operacional Trident Juncture 2015 (TJ15), o maior exercício da NATO desde 2002. Até ao dia 6 de Novembro, seis países aliados – Canadá, Dinamarca, Alemanha, Noruega, Portugal e os Estados Unidos – assim como dois parceiros – Finlândia e Suécia – irão levar a cabo um treino aéreo para aprimorar as suas especialidades e capacidades operacionais a partir da Base Aérea de Beja. Vão elaborar cenários transfronteiriços no espaço aéreo de Portugal, Espanha e Itália, providenciando um treino de elevado valor a nível táctico. “Dada a envergadura e complexidade do exercício, é importante que o Allied Air Command (ACO) esteja profundamente envolvido no planeamento e na execução do exercício”, frisou o comandante do Comando Local de Operações, coronel George Giapitzis. “Estou aqui com uma equipa de oficiais do ACO e também do país anfitrião, Portugal, para controlar a execução do exercício ao nível táctico.”

A Força Aérea Portuguesa destacou seis F-16 de Monte Real para Beja

A Força Aérea Portuguesa destacou seis F-16 de Monte Real para Beja

Os Estados Unidos destacaram cinco F-16 de Spangdahlem (Alemanha) para Beja

Os Estados Unidos destacaram cinco F-16 de Spangdahlem (Alemanha) para Beja

“Ao nível táctico, que constitui o propósito deste exercício, temos as melhores oportunidades para as tripulações das nossas esquadras treinarem num ambiente complexo e exigente, diferente para a maioria dos participantes, nomeadamente, os do norte e do resto do mundo. É um treino das nossas capacidades de inter-operacionalidade entre a Aliança e os países membros”, explicou o coronel George Giapitzis, da Força Aérea Grega e colocado no Allied Air Command, em Ramstein. A realização do exercício em três países constitui “outro grande desafio para a coordenação entre as três nações e um desafio também para as tripulações, que têm de voar em três espaços aéreos, onde se aplicam regras diferentes. É muito desafiante para nós”, sublinha. “Este exercício destina-se a reforçar a prevenção de segurança nos países da NATO e isso reflecte-se na complexidade dos cenários traçados. Consubstancia o nosso compromisso com a segurança em toda a Aliança.”

Portugal participa no TJ15 com caças F-16, uma aeronave de vigilância P-3C Orion, e um helicóptero EH-101 Merlin

Portugal participa no TJ15 com caças F-16, uma aeronave de vigilância P-3C Orion, e um helicóptero EH-101 Merlin

O caça JAS 39 Gripen, recentemente adquirido pelo Governo Brasileiro, participa pela primeira vez num exercício em Portugal

O caça JAS 39 Gripen, recentemente adquirido pelo Governo Brasileiro, participa pela primeira vez num exercício em Portugal

Relativamente às missões de voo em Portugal, George Giapitzis explica que “parte do exercício é efectuado a partir de Beja e no espaço aéreo da nação anfitriã, mas também há voos entre dois países (Portugal e Espanha, em particular). Muitos aviões estão a voar em Espanha e também usamos as instalações da base de Albacete.” Entre as cerca de 40 aeronaves presentes em Beja, destaque para os F-16, EH-101 e P-3C, de Portugal; os F-16, HC-130P e HH-60, dos Estados Unidos; os JAS 39 Gripen, da Suécia; C-130J, da Dinamarca; CC-130J, do Canadá; Transall C-160, da Alemanha; os F-16, da Noruega; e os F-18 da Finlândia. Estes aparelhos farão, na sua grande maioria, missões COMAO (Composite Air Operation).

A impressionante linha de voo, com pilotos suecos de JAS 39 Gripen em primeiro plano

A impressionante linha de voo, com pilotos suecos de JAS 39 Gripen em primeiro plano

A Noruega está presente em Beja com seis F-16. Aqui vemos um piloto a entrar no avião para participar em mais uma missão

A Noruega está presente em Beja com seis F-16. Aqui vemos um piloto a entrar no avião para participar em mais uma missão

Quando os aviões envolvidos no exercício militar da NATO Trident Juncture 2015 chegaram à Base Aérea Nº11, em Beja, o comandante da BA11, coronel Teodorico Lopes recebeu as diferentes forças individualmente, sublinhando a importância do TJ15 para futuros destacamentos. Nenhuma força aérea voa sozinha. De facto, durante as operações em curso, a maioria das missões são voadas sob a bandeira da NATO. Partilhar recursos, treinos, procedimentos e conhecimentos tornou-se regra. É por isso que as missões de treino apelam para uma confiança e prontidão mútuas, acrescentou o coronel Lopes. “Divirtam-se aqui em Beja, durante o TJ15, disfrutem do ambiente multinacional, aprendam uns com os outros e, o mais importante, voem em segurança”, concluiu o coronel Lopes.

A inter-operacionalidade entre as forças é a base para o treino de prontidão operacional do Trident Juncture

A inter-operacionalidade entre as forças é a base para o treino de prontidão operacional do Trident Juncture

Para o exercício, foi montado um centro de manutenção comum de forma a promover a inter-operacionalidade das forças

Para o exercício, foi montado um centro de manutenção comum de forma a promover a inter-operacionalidade das forças

Também da Alemanha, vieram dois C-130J americanos da Base Aérea de Ramstein

Também da Alemanha, vieram dois C-130J americanos da Base Aérea de Ramstein

O TJ15 reúne cerca de 36 mil pessoas (de mais de 30 países), 140 aeronaves, 60 navios e sete submarinos, distribuídos pelos três países anfitriões.

A Finlândia apresenta-se no exercício com seis F/A-18 Hornet, na qualidade de nação parceira da NATO

A Finlândia apresenta-se no exercício com seis F/A-18 Hornet, na qualidade de nação parceira da NATO

F/A-18 Hornet finlandês

F/A-18 Hornet finlandês

Na final do Trident Juncture 2015, o Quartel-general do Comando de Forças Conjuntas Brunssum será oficialmente certificado para liderar a NATO RESPONSE FORCE ao longo de 2016, caso seja ativada.

Dois C-130J canadianos atravessaram o Atlântico até Beja. O Canadá é uma das nações que participa com mais meios no Trident, estando também presente em Espanha e Itália

Dois C-130J canadianos atravessaram o Atlântico até Beja. O Canadá é uma das nações que participa com mais meios no Trident, estando também presente em Espanha e Itália

Portugal, Estados Unidos e Noruega trouxeram até às planícies de Beja o caça F-16

Portugal, Estados Unidos e Noruega trouxeram até às planícies de Beja o caça F-16

Para seguir a actividade do exercício, consulte os seguintes links:

Site oficial Trindent Juncture: www.tj15.nato.int
Página de Facebook HQ AIRCOM: facebook.com/hqaircom
Site oficial HQ AIRCOM: www.ac.nato.int
Página de Facebook JFCBS: facebook.com/jfcbs

Fotos: André Garcez e Jorge Ruivo

 

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