Norwegian despede mais de 4.800 pilotos e tripulantes de cabina

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O Grupo Norwegian decidiu entrar com um pedido de falência para quatro empresas subsidiárias em países do norte da Europa, que levará ao despedimento imediato de 1.571 pilotos e 3.134 tripulantes de cabina, num total de 4.885 colaboradores.

Segundo dados fornecidos pelos sindicatos à imprensa escandinava serão encerradas as seguintes empresas que fornecem tripulações para os voos da Norwegian: Norwegian Pilot Services Sweden AB, Norwegian Pilot Services Denmark ApS, Norwegian Cabin Services Denmark ApS e Norwegian Air Resources Denmark LH ApS. O grupo de matriz norueguesa também cancelou contratos de fornecimento de tripulações com subsidiarias do Grupo OSM Aviation na Espanha, EUA, Finlândia, Reino Unido e Suécia, que forneciam também tripulações para os seus aviões.

Entretanto, o grupo aéreo Norwegian confirmou nesta segunda-feira, dia 20 de abril, as notícias que logo pela manhã começaram a surgir na imprensa internacional sobre o pedido de falência das subsidiárias, e disse que irão ser mantidos 700 pilotos e 1.300 tripulantes de cabina que estão baseados na Noruega, França e Itália.

Um porta-voz da Administração disse que não restou outra solução face à recusa dos governos da Dinamarca e da Suécia em apoiarem financeiramente a companhia aérea, que trabalha com diversas marcas em segmentos de mercado de baixo custo, nomeadamente intercontinental da Europa para os Estados Unidos da América.

O sistema de apoio à suspensão de contratos é diferente na Noruega, onde o governo assume os custos salariais durante o período de suspensão dos contratos de trabalho, pelo que foi possível manter a empresa até que exista uma efetiva retoma.

“O impacto que o coronavírus teve na indústria da aviação é sem precedentes. Fizemos todo o possível para evitar tomar essa decisão de último recurso e solicitamos acesso ao apoio do governo na Suécia e na Dinamarca ”, afirmou o CEO da Noruega, Jacob Schram.

A Norwegian transportou em 2019 cerca de 40 milhões de passageiros. Até à eclosão da pandemia era o terceiro maior grupo de aviação comercial de baixo custo da Europa e o sexto do mundo, com uma rede de 500 rotas para mais de 150 destinos.

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