Provedora da Justiça de Angola inteirou-se sobre a reestruturação da TAAG

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A Provedora de Justiça de Angola apelou aos trabalhadores da TAAG – Linhas Aéreas de Angola para manterem a calma e confiança no processo de reestruturação da companhia aérea nacional, que está em curso e que pretende retirar a empresa da situação financeira difícil.

Florbela Araújo recebeu algumas queixas de cidadãos sobre diversas situações ligadas aos direitos de utentes dos serviços, bem como de grupos de trabalhadores da TAAG, que reclamam possíveis despedimentos e o exercício da liberdade sindical.

No quadro da salvaguarda dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e dos trabalhadores da TAAG, a Provedora de Justiça para melhor esclarecimento da situação teve uma reunião com o Conselho de Administração da TAAG.

“Ficámos satisfeitos com a explicações do Conselho de Administração, pelo que apelamos aos trabalhadores a manterem a calma e a serenidade, pois este processo de transformação visa tirar a TAAG do abismo em que se encontra”, disse a magistrada na semana passada, em Luanda.

Segundo a provedora, o Conselho de Administração da TAAG tem dialogado, frequentemente, com os quatro grupos sindicais da companhia, numa demonstração de boa fé.

De acordo com as explicações recebidas, Florbela Araújo entende que alguns funcionários que se manifestam descontentes com a posição dos gestores da TAAG e que reclamam sobre eventuais despedimentos não são técnicos efetivos, e outros já estão na idade da reforma.

Sobre o quadro de funcionários da companhia, a provedora foi informada que apenas 0,3% são estrangeiros, maioritariamente consultores, e 99,7 %, cidadãos nacionais.

Relativamente ao encerramento de algumas delegações do exterior, ficaram patentes que já não se justificavam, pois apenas acarretavam muitos prejuízos para a TAAG, com arrendamentos e salários altos em moeda estrangeira.

Florbela Araújo encoraja o Conselho de Administração a continuar com a reforma sempre sobre o primado da legalidade.

Por sua vez, a presidente do Conselho de Administração da TAAG, Ana Major, disse que foi uma conversa boa e clarificadora sobre algumas questões que preocupam os trabalhadores e o cidadão comum.

A gestora adiantou que não há motivos para falar de despedimento, ainda é prematuro, pois o conselho está a trabalhar neste processo.

“A TAAG estava numa fase de sobrevivência, a tentar parar as sangrias, pelo que agora precisa trazer receitas para começar o processo de reestruturação. O contexto é difícil e desafiante”, assegurou Ana Major.

 

  • Notícia adaptada de um texto distribuído pela ANGOP – Agência de Notícias de Angola

 

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