Reino Unido dispensa obrigatoriedade de testes negativos nos aeroportos

Os viajantes que cheguem aos aeroportos do Reino Unido a partir da próxima sexta-feira, dia 7 de janeiro (após as 04h00 da manhã locais) estão dispensados da apresentação de certificados de testes negativos à covid-19.

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, anunciou na quarta-feira, dia 5 de janeiro, a eliminação da necessidade de testes à covid-19 antes de viagens para Inglaterra e rejeitou introduzir mais medidas de contenção contra a variante Ómicron, apesar da pressão sentida em muitos hospitais.

Numa declaração no Parlamento, Boris Johnson disse que o Conselho de Ministros concordou que o chamado ‘Plano B’ deve continuar nas próximas três semanas, até pelo menos 26 de janeiro, o que implica teletrabalho e o uso obrigatório de máscaras na maioria dos espaços públicos fechados.

“Este Governo não acredita que precisamos de fechar o nosso país novamente”, afirmou, rejeitando novas restrições, apesar de admitir que o país está a registar “o crescimento mais rápido de sempre em casos de covid”.

“As hospitalizações estão a aumentar rapidamente, duplicando a cada nove dias, com mais de 15.000 pacientes com covid internados apenas em Inglaterra. (…) E, potencialmente mais preocupante, as taxas de casos estão agora a aumentar rapidamente entre os mais velhos e mais vulneráveis, incluindo a duplicação todas as semanas entre aqueles com mais de 60 anos”, acrescentou.

Boris Johnson reconheceu na terça-feira que algumas unidades do sistema de saúde público (NHS) poderão ficar “temporariamente sobrecarregadas”.

Nesse sentido, em Inglaterra e Escócia vai deixar de ser obrigatório aos assintomáticos realizar um teste PCR para confirmar um resultado positivo de um teste antigénio, aliviando a capacidade para mais trabalhadores de serviços essenciais e ajudando a reduzir o período de isolamento.

Na Escócia, o Governo autónomo decidiu alinhar-se com a Inglaterra para reduzir o isolamento de 10 para sete dias, desde que testem negativo nos últimos dois, mas decidiu manter restrições mais apertadas, como regras de distanciamento social e o encerramento de alguns estabelecimentos de lazer, nomeadamente discotecas.

Entretanto, após pressão da indústria de turismo, os testes pré-embarque deixaram de ser exigidos na chegada a Inglaterra, sendo exigido apenas um teste antigénio nas primeiras 48 horas, tal como acontecia antes da vaga causada pela nova variante Ómicron, que se tornou dominante no Reino Unido desde dezembro.

Esta nova opção é válida para os passageiros totalmente vacinados que chegam a Inglaterra oriundos de países não incluídos na lista vermelha.

Se o viajante não estiver totalmente vacinado, ou se tiver estado num país da lista vermelha nos últimos 10 dias, serão aplicadas regras de quarentena e testes mais rigorosos.

Todos os passageiros deverão certificar-se, junto das companhias aéreas ou nos sítios de Internet do Ministério da Saúde e do Serviço Nacional de Saúde (NHS), e, também, dos aeroportos em que irão desembarcar, acerca das últimas recomendações do Governo britânico.

 

  • Foto de abertura © Aeroporto de Londres/Heathrow

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