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Relatório diz que pilotos etíopes agiram de acordo com as recomendações da Boeing

A ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges, anunciou na manhã desta quinta-feira, dia 4 de abril, em Adis Abeba, que os pilotos do Boeing 737 MAX 8 da companhia nacional Ethiopian Airlines, que caiu no passado dia 10 de março, seguiram “repetidamente” os procedimentos recomendados pelo fabricante do avião, segundo o primeiro relatório oficial sobre o acidente, não conseguindo “evitar a queda livre” da aeronave.

É o que consta no relatório preliminar do acidente do voo ET302, cujo avião caiu cerca de seis minutos após a descolagem de Adis Abeba, quando seguia com destino a Nairobi, no Quénia. A bordo, entre passageiros e tripulantes, seguiam 157 pessoas, que morreram na queda descontrolada da aeronave.

Este foi o segundo acidente com um Boeing 737 MAX 8 em cinco meses. Em outubro de 2018, outro aparelho semelhante que fazia o voo JT610 da Lion Air tinha caído no mar perto da Indonésia tendo morrido 189 pessoas.

Segundo o relatório preliminar que foi divulgado com grande destaque pelo Governo da Etiópia, os pilotos seguiram os procedimentos recomendados pela Boeing quando o avião MAX 8 que tripulavam começou a mover o nariz para baixo de forma automática, disse a ministra dos Transportes, ao divulgar o primeiro relatório oficial sobre o acidente.

“A equipa realizou repetidamente todos os procedimentos fornecidos pelo fabricante, mas não conseguiu retomar o controlo da aeronave”, afirmou a ministra Dagmawit Moges, numa conferência de imprensa em Adis Abeba.

Seguindo as regras internacionais para acidentes aéreos, o relatório preliminar não aponta culpados nem apresenta uma análise detalhada do voo, que deve levar vários meses para ser divulgado. O documento final deve ser entregue dentro de um ano.

No entanto, o material divulgado nesta quinta-feira indica em que pontos os investigadores estão dedicando maior atenção. O documento isenta os pilotos de terem realizado procedimentos errados e inclui duas recomendações diretas à Boeing.

Os investigadores sugerem que a empresa reveja o sistema de controlo do avião e que as autoridades de aviação confirmem que o problema esteja resolvido antes de permitir que os Boeing MAX, atualmente parados em todo o mundo, voltem a voar.

O relatório confirma que os pilotos perderam o controlo do avião por terem problemas com um sistema chamado MCAS (Sistema de Aumento de Detalhes de Manobras, em tradução livre), que busca evitar que o avião perca a sustentação no ar. O sistema teria abaixado repetidamente o nariz da aeronave na hora errada, com base em dados incorretos vindos de um sensor.

A Boeing disse nesta quinta-feira, dia 4 de abril, que irá estudar o relatório e adiantou que já testou com sucesso uma atualização do MCAS, que o tornará mais fácil de usar pelos pilotos.

 

Para ler o documento do relatório preliminar em inglês, pode acessar por este LINK.

 

  • Foto © Preston Fielder

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