Resgate da Lufthansa pode estar à beira de ser resolvido sem despedimentos

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O resgate da Lufthansa, através de um pacote financeiro de nove mil milhões de euros disponibilizado pela banca alemã com a intervenção e garantia do Governo da Alemanha deverá ser aprovado nesta quinta-feira, dia 25 de junho, pelos acionistas da companhia que se reúnem numa assembleia-geral extraordinária.

A notícia foi avançada na quarta-feira à noite pelo jornal britânico de economia ‘Finantial Times’ que revela que o bilionário Heinz Hermann Thiele, maior investidor privado da companhia (15,5% das ações) concordou em votar a favor do pacote de resgate.

Hermann Thiele, de 79 anos, antigo comandante de uma brigada de tanques de guerra do Exército Alemão na II Grande Guerra, e que fez fortuna com a sua fábrica de travões ‘Knorr-Bremse’, disse ao jornal ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’ (FAZ) na semana passada que estava descontente com a proposta do governo de Angela Merkel, que implica uma participação pública de 20% na companhia aérea, quase um quarto de século após a primeira privatização. “Thiele argumentou que o governo está comprando as ações da Lufthansa com um desconto irracional, pagando 2,56 euros por ação nominal, que é menos de um terço do preço atual de mercado”, escreve o ‘Finantial Times’.

Contudo, nesta quarta-feira, dia 24 de junho, o FAZ publica nova entrevista com Heinz Hermann Thiele, em que este diz que irá votar a favor do resgate, apesar das suas dúvidas e preocupações em ter o Estado Alemão com maior sócio da empresa. Na sua opinião, a Lufthansa irá perder competitividade, nomeadamente na Europa face ao Grupo Air France-KLM. Mas explicou que é melhor fazer parte da solução, do que agravar o problema.

A decisão de Thiele foi saudada pelos sindicatos que representam os cerca de 140.000 funcionários da companhia alemã. Tem sido anunciado que a Lufthansa poderá dispensar 22.000 trabalhadores, nomeadamente pilotos e tripulantes de cabina. No entanto, a situação só começará a ser tratada depois da votação da assembleia-geral desta quinta-feira, e da entrada do dinheiro que permitirá adequar a reestruturação da empresa à oferta prevista e após o pagamento das dívidas.

Lufthansa já conseguiu acordo com os tripulantes de cabina

Entretanto, um dado novo surgiu nesta quarta-feira à noite. Notícias da imprensa alemã indicam que a Lufthansa e o sindicato independente de tripulantes de cabina (UFO) concordaram, com um pacote de medidas no valor de mais de 500 milhões de euros para lidar com o impacto económico da crise.

O pacote de medidas inclui, entre outras coisas, a suspensão de aumentos salariais, a redução das horas de voo com redução correspondente da remuneração e a redução temporária das contribuições para as aposentadorias ocupacionais.

Além disso, ambas as partes concordaram com um pacote de medidas voluntárias e programas de indemnização. Estes incluem licença não remunerada, medidas voluntárias para reduzir ainda mais as horas de trabalho e o regime de aposentadoria antecipada.

“Esse acordo é um sinal importante para os nossos colaboradores, para os nossos acionistas e para a assembleia-geral extraordinária de amanhã. Dessa forma, queremos evitar redundâncias operacionais na cabine da Lufthansa”, disse Michael Niggemann, administrador executivo com o pelouro dos Recursos Humanos na Lufthansa, nesta quarta-feira, dia 24 de junho.

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