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Ryanair adquire maioria do capital da nova companhia de Niki Lauda


 

Michael O’Leary, presidente da Ryanair, surpreendeu nesta terça-feira, dia 20 de março, o setor da aviação comercial europeia ao anunciar que chegou a acordo com o ex-campeão mundial de Fórmula 1 e investidor austríaco Niki Lauda, para juntos consolidarem e desenvolverem uma nova companhia aérea que nasce do que restou da antiga Niki, subsidiária da falida Air Berlin, e que foi readquirida há poucos meses por Niki Lauda [ele foi o fundador da empresa antes de estar integrada na Air Berlin]. Um negócio que cai com algum estrondo no setor e que, de certo modo, se apresenta para já como uma vitória da estratégia do patrão da Ryanair sobre os rivais europeus Lufthansa, Grupo IAG e EasyJet, pois todos estiveram para comprar a Niki… Michael O’Leary terá feito agora o negócio por uma verba muito mais baixa, com naturais vantagens para a Ryanair e alguns ganhos também para Niki Lauda, que cumpriu a sua promessa e desígnio de manter o seu nome no mercado e salvar as rotas e alguns dos postos de trabalho que assegurara proteger.

A ‘Ryanair Holdings Plc’, dona da companhia aérea de baixo custo irlandesa Ryanair, anunciou oficialmente que chegou a acordo com Niki Lauda para o ajudar na consolidação da criação da nova companhia aérea ‘LaudaMotion GmbH’, que terá sede em Viena de Áustria.

A LaudaMotion já é detentora de um Certificado de Operador Aéreo (COA) da Áustria e já contratou 14 aviões da gama A320 que estavam na frota das falidas Air Berlin e Niki e 641 trabalhadores, entre pilotos e tripulantes de cabina, também oriundos dessas companhias, para arrancar com os voos no próximo dia 25 de março. As primeiras notícias já confirmadas por Niki Lauda é que serão todos à partida de aeroportos da Alemanha, Áustria e Suíça para destinos de férias no Mediterrâneo, nomeadamente nas ilhas Baleares e sul de Espanha.

O acordo agora divulgado pela Ryanair confirma que a companhia irlandesa irá adquirir numa primeira fase 24,9 por cento do capital da LaudaMotion que subirá imediatamente para 75% logo que as autoridades europeias da Concorrência aprovem a pretensão da companhia irlandesa.  A Rynair espera pagar até 50 milhões de euros (62 milhões de dólares) nesta transação.

Niki Lauda, que comprou o que restava da Niki, no processo de falência, por 30,3 milhões de euros, terá lugar no Conselho de Administração (provavelmente será o presidente) da nova companhia, que operará ao mesmo estilo da Ryanair, no mercado de baixo custo, mas com atenção particular aos operadores turísticos, na satisfação das suas necessidades de transporte de clientes para zonas de férias.

A Ryanair dará apoio financeiro e de gestão à LaudaMotion no seu primeiro ano de operação, estando previsto que essa intervenção tenha um custo aproximado de 50 milhões de euros, incluindo a deslocação para a frota da nova empresa de seis aviões da Ryanair, para completar a previsão de 21 aviões em operação após o mês de junho, como prometeu na semana passada Niki Lauda, depois de ter assinado um contrato que permitirá à Condor, companhia aérea alemã do Grupo Thomas Cook a exploração comercial da LaudaMotion, numa primeira fase de operação.

Não se sabe se este novo acordo com a Ryanair irá alterar o negócio que parecia estar fechado com a Condor e que previa a operação dos aviões da LaudaMotion com pintura híbrida, ainda da Air Berlin e da Niki com o logótipo da nova companhia na fuselagem, e o pessoal de bordo também com as fardas antigas, apenas com a substituição da marca da nova empresa.

 

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