Ryanair anuncia mais cancelamentos até final do primeiro trimestre de 2018

A companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair anunciou nesta quarta-feira, dia 27 de setembro, novos cancelamentos de voos entre novembro deste ano e março de 2018 que podem atingir quase 400.000 clientes, “para eliminar qualquer risco de futuros cancelamentos”.

A Ryanair propõe aos passageiros afetados pela nova calendarização a marcação de novos voos ou reembolsos, destaca um comunicado de imprensa da companhia, que já foi forçada a anular de forma inesperada 2.100 voos entre meados de setembro e finais de outubro, atingindo 315.000 clientes.

Desta vez, a Ryanair anunciou que vai deixar de operar 25 aviões de um total de 400 entre novembro de 2017 e março de 2018, e menos 10 aviões de um total de 445 aviões a partir de abril de 2018.

A Ryanair explica, num comunicado, que estes cancelamentos incidem num voo por dia durante um período de cinco meses, para a maioria dos quais ainda não foi registada qualquer reserva.

Contudo, estes novos cancelamentos vão afetar cerca de 400.000 clientes que já compraram a passagem – segundo a companhia menos de 1% das pessoas transportadas no próximo inverno – e aos quais a Ryanair propõe novos voos ou reembolsos.

No total, 34 ligações vão ser suspensas na Europa, precisa a empresa, para permitir aos pilotos gozarem férias.

A empresa refere ainda que todos os clientes lesados vão receber um ‘voucher’ de 40 euros para um trajeto e de 80 euros para uma ida e volta para utilizar à escolha até março de 2018.

 

DECO recebeu 300 queixas de passageiros da Ryanair

A DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor recebeu mais de 300 queixas de passageiros portugueses afetados pelo cancelamento de voos pela companhia aérea irlandesa Ryanair para setembro e outubro.

“As primeiras reclamações surgiram há uma semana e já temos 301 reclamações até à manhã de hoje”, afirmou na terça-feira o jurista da associação Paulo Fonseca, em declarações à agência noticiosa Lusa.

O motivo das queixas relaciona-se com o pedido de indemnizações e compensação por outros danos sofridos pelos passageiros, alguns no estrangeiro sem poder regressar e que pedem agora que a companhia suporte essas despesas de assistência.

A DECO diz ainda que, como resultado de uma reunião com a Ryanair na segunda-feira, a companhia irlandesa firmou o compromisso de assumir todas as suas responsabilidades.

No entanto, a DECO lembra que a transportadora não cumpriu os seus deveres de informação, ao dar a conhecer no seu site, o único canal disponível para os consumidores, que os passageiros prejudicados tinham direito a uma troca de voo, sem custos, mas sem referir o direito a qualquer indemnização por ter informado do cancelamento do voo sem respeitar o prazo mínimo de sete dias que a lei impor.

A DECO apela a todos os consumidores, associados ou não, que reencaminhem para a associação as suas reclamações, adiantando que cobra apenas aos não associados 10 euros pelo processo, sendo grátis para os associados.

não faz referência ao direito de ser compensado pelo cancelamento, facultando como solução a solicitação do reembolso, a processar em sete dias úteis, ou a alteração do voo cancelado de forma gratuita, mas sujeito a disponibilidade de lugares.

Na segunda-feira, a Ryanair anunciou ter processado já 305 mil remarcações de voos ou reembolsos, até ao passado domingo, o que abrange 97% dos clientes afetados cancelamento de 2.100, dos seus 103 mil, voos programados para setembro e outubro.

Em comunicado, a Ryanair especifica que os restantes 3% de clientes afetados, num total inferior a 10 mil clientes, ainda não terão entrado em contacto com a companhia.

No site da DECO está disponível um comunicado que dispõe de mais elementos sobre esta questão (LINK comunicado DECO).

 

 

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