Ryanair desregula escalas dos tripulantes que rejeitaram cortes em Portugal

Data:

https://arabaviationsummit.net/spot_img

A companhia aérea irlandesa Ryanair, que tem bases operacionais em diversos aeroportos europeus e voa em regime de baixo custo, desregulou o regime de escalas habitual à “pequena minoria” de trabalhadores que recusou os cortes da empresa na sequência da pandemia de covid-19, retirando-lhes qualquer direito a bónus, segundo documentos a que a agência portuguesa de notícias ‘Lusa’ teve acesso.

Numa carta dos recursos humanos da empresa consultada pela ‘Lusa’, pode ler-se que “a pequena minoria” de trabalhadores baseados em Portugal que não aceitou os cortes implementados pela empresa na sequência da pandemia “não está imune aos efeitos” sobre o negócio, pelo que a Ryanair acabou por implementar várias medidas específicas para esses trabalhadores.

“A pequena minoria de tripulantes que não aceitou estas medidas [cortes] não está imune aos efeitos no nosso negócio e terá […] mudanças implementadas que são necessárias e proporcionais ao desafio” associado à pandemia de covid-19, de acordo com o documento.

Segundo se pode ler na carta, a Ryanair anunciava em julho que “a escala 5/3 [cinco dias de trabalho e três de folga] não mais se aplicará” especificamente a esses trabalhadores, acrescentando que “estarão numa escala não fixa de forma a lidar com as mudanças nos horários dos voos e com a redução do programa de voos”.

“Também não terão direito aos bónus de produtividade discricionários não contratualizados ou à restituição de pagamentos durante a duração do contrato”, pode também ler-se na carta dos recursos humanos da Ryanair.

O texto indicava também que a empresa iria “medir de forma sensata e objetiva a gestão de custos nas bases portuguesas, maximizando as horas da tripulação que está nos novos blocos de horas de voo”.

No mesmo documento, a Ryanair congratulou-se por “mais de 90%” do seu pessoal em Portugal ter aceitado os cortes implementados pela empresa que, garante, “irão ser completamente restituídos”.

Questionada pela agência ‘Lusa’ sobre a alteração de escalas a estes trabalhadores específicos, a Ryanair afirmou que todos os tripulantes de cabina empregados pela empresa “estão em voos escalados de acordo com os seus contratos, acordos coletivos existentes e limitações de tempo de voo da EASA [Agência da União Europeia para a Segurança na Aviação]”.

 

Compartilhar publicação:

REGISTE-SE

spot_img

Popular

spot_img

Mais como isso
Relacionado

Presidente da SATA demitiu-se por falta de “condições” para continuar o “projeto proposto”

A Comissão de Trabalhadores da companhia aérea portuguesa Azores...

FAP terminou missão de patrulhamento no Golfo da Guiné em cooperação com países lusófonos

Os militares Força Aérea Portuguesa (FAP) da Esquadra 601...

Qatar Airways reforça Luanda que terá quatro voos semanais e alarga rede para Kinshasa

A Qatar Airways prossegue a expansão da sua rede...