Ryanair subiu número de passageiros e de receitas no último ano fiscal

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O grupo europeu de companhias aéreas de baixo custo Ryanair obteve um lucro de 1.917 milhões de euros no último exercício fiscal (entre 1 de abril de 2023 e 31 de março de 2024), mais 34% do que no período homólogo anterior, quando faturou 1.428 milhões de euros.

A empresa sediada em Dublin, na Irlanda, revelou nesta segunda-feira, dia 20 de maio, em comunicado, que o seu movimento de passageiros aumentou 9% para 183,7 milhões, apesar dos atrasos na entrega das encomendas de aviões por parte da Boeing.

Da mesma forma, a Ryanair, líder europeia no setor de baixo custo, faturou 13,44 mil milhões de euros até março passado, 25% mais que no ano fiscal anterior.

O presidente executivo da empresa, Michael O’Leary, explicou, na nota, que as passagens aéreas aumentaram 21% no mesmo período, até 49,80 euros por bilhete, graças à recuperação do tráfego num primeiro semestre “recorde” impulsionado pelas férias da Páscoa no final de março, afirmou.

Consequentemente, a receita por passageiro cresceu 15%, o que compensou o aumento significativo (+32%) da fatura de combustível, que atingiu 5,14 mil milhões de euros, afirmou o gestor.

Do volume de negócios global, a empresa destacou o mercado italiano, que contribuiu com 2.853 milhões de euros (+ 20%), seguido do mercado espanhol, com 2.416 milhões (+28%), e do britânico, com 2.031 milhões de euros (+27%).

Olhando para o próximo ano fiscal, O’Leary anunciou que pretende transportar entre 198 e 200 milhões de passageiros, mais 8%, desde que o fabricante norte-americano cumpra o calendário de entrega de aeronaves antes do final deste ano.

O gestor lembrou que a Ryanair tem uma frota de 146 aviões ‘B737 Gamechangers’ (nome dado pela empresa à versão especial dos B737 MAX 8, com maior capacidade de lugares devido à configuração da cabina) e mostrou-se confiante de que esta aumentará para 158 no final de julho, menos 23 do que o contratado até à data.

O’Leary alertou que a capacidade de voos de média distância dentro da União Europeia é “limitada”, embora a procura de bilhetes para este Verão seja “positiva”, como demonstra a recuperação das reservas antecipadas face ao mesmo período de 2023.

No entanto, sublinhou que ainda é cedo para ter uma análise precisa dos resultados previstos para o próximo ano fiscal.

“O resultado final do ano fiscal de 2025 dependerá em grande parte da capacidade de evitar eventos adversos durante o ano, como guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, perturbações causadas por greves de controladores de tráfego aéreo ou novos atrasos nas entregas da Boeing”, acrescentou O’Leary.

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