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Situações de turbulência provocam feridos e estragos em voos de longo curso

No decorrer do último fim-de-semana pelo menos em três aviões wide bodies, designação porque são referidas as aeronaves de passageiros com dois corredores, registaram-se situações de turbulência inesperadas em voos de longo curso, que levaram diversos passageiros e tripulantes a receberem assistência médica logo após o pouso das aeronaves em que seguiam.

Todos os incidentes provocaram também assinaláveis estragos a bordo dos aparelhos, sem contudo, colocarem em sério risco a segurança dos voos. As notícias chegaram através das agências noticiosas internacionais e das redes sociais, algumas alarmistas, mas segundo os dados que conseguimos cruzar, muitos dos feridos resultaram de alguma inobservância das regras de segurança a bordo por parte dos passageiros, alguns dos quais teimam em viajar com os cintos de segurança desapertados.

O primeiro incidente de que há registo foi na madrugada do sábado, dia 4 de junho. Um avião Airbus A330-200 da Avianca Colômbia (matrícula N279AV9) que fazia o voo AV965, entre Lima (Peru) e Buenos Aires/Ezeiza (Argentina) foi atingido por uma violenta tempestade quando sobrevoava a Cordilheira dos Andes, cerca de 100 milhas a sul de Salta, já em território argentino. A imprensa refere a existência de 23 feridos ligeiros, mas um comunicado da companhia confirma a passagem pela tempestade e informa que o avião pousou em Buenos Aires sem problemas de maior e que todos os 10 feridos, dos quais oito tripulantes foram assistidos em hospitais da capital argentina e tiveram alta horas depois.

A bordo do aparelho, após o pouso, eram visíveis os estragos, nomeadamente na zona dos contentores de comidas e bebidas e dentro do avião, pois os tripulantes estavam na fase de distribuição de uma refeição a bordo. Depois de seis horas de escala o avião prosseguiu viagem.

Incid Malaysia 05jun2016 650pxNo domingo, dia 5 de junho, um Airbus A380 da Malaysia Airlines que seguia de Londres/Heathrow para Kuala Lumpur, voo MH1, com 378 passageiros a bordo, atravessou uma zona de grande turbulência por altura do Golfo de Bengala, que causou 40 feridos entre os ocupantes, sendo 34 passageiros e seis tripulantes. O avião aterrou normalmente no aeroporto de destino, tendo os feridos sido atendidos por unidades médicas logo na chegada do avião e outros foram observados em hospitais da capital malaia.

Mais tarde também na mesma zona geográfica um Airbus 330-200 da Gulf Air, matrícula A9C-KE, teve de fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Mumbai, na Índia, também devido à passagem por uma zona de forte turbulência. Viajava do Aeroporto Internacional de Manila, nas Filipinas, para o Aeroporto Internacional de Manama/Bahrain, no Médio Oriente (voo GF155). A companhia informou o registo de alguns feridos ligeiros, e que o avião tinha prosseguido viagem para o seu destino cerca de quatro horas após o pouso imprevisto, que se terá registado pelas 14h30 locais de domingo.

Nas redes sociais estão disponíveis diversos comentários e imagens dos efeitos destes incidentes, nada agradáveis, como se deve calcular. Na maioria os passageiros relevam o trabalho dos pilotos e dos comissários de bordo. Aliás, o número de tripulantes de cabina feridos nestes incidentes é bastante expressiva, alguns porque estavam, naturalmente, ocupados nas suas tarefas de assistência aos clientes, mas outros porque tiveram de acudir a passageiros que não observaram os sinais de apertar cintos e de permanência nos seus lugares durante o voo.

 

  • A foto de entrada mostra duas comissários de bordo do voo da Avianca, dentro do avião, mas já no Aeroporto de Buenos Aires, depois de estabilizadas pelas equipas médicas a aguardar transporte para uma unidade hospitalar (Twitter@alebabato)
  • A imagem que entra no meio da matéria foi obtida a bordo do Airbus A380 da Malaysia Airlines e mostra o caos da zona das galleys, depois da passagem pela situação de turbulência sobre o Golfo de Bengala (Twitter@ivittori)

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