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SNPVAC discorda da opção pelos A321neo para o Grupo SATA

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) não concorda com a opção do Grupo SATA pelos novos aviões A 321neo para a frota da Azores Airlines (LINK notícia relacionada). A posição é expressa numa carta enviada ao presidente do Governo Regional dos Açores, na qual também denuncia a “degradação das condições laborais” na companhia aérea açoriana.

O conteúdo da carta foi revelada pela agência noticiosa Lusa na sexta-feira, dia 31 de março. O SNPVAC refere que os aparelhos encomendados pelo Grupo SATA [as empresas são públicas e o seu capital detido pela Região Autónoma dos Açores] para as viagens de longo curso, “não correspondem às necessidades comerciais dos passageiros tipo da Azores Air Lines/SATA Internacional, ou seja, a diáspora açoriana e os emigrantes”.

“Este nosso alerta é feito porque o A321neo LR ainda não foi construído e apenas existem projeções de que este avião poderá cumprir com os objetivos técnicos a que se propõe, os quais são apenas garantidos pela Airbus”, adverte a direção do SNPVAC, no mesmo documento.

Os sindicalistas lembram ao presidente do Governo dos Açores (que detém a maioria do capital social da companhia área) que esta escolha pelos novos aviões “ainda pode ser revertida, ou, pelo menos, melhorada”.

“Esta política frágil de sucessivas mudanças estratégicas, na aquisição de aviões que depois se mostram ser inadequados, da redução da frota de aviões e de rotas, apenas levam a uma retração financeira que tem prejudicado o Grupo SATA, a Região Autónoma e o povo açoriano”, adianta o SNPVAC.

O sindicato entende que a opção pelo A330 teria sido mais acertada, recordando que este modelo é atualmente considerado na aviação mundial, como “um dos melhores, senão mesmo o melhor, para viagens de longo curso”.

A carta dirigida ao chefe do executivo açoriano crítica também a atual administração do Grupo SATA, liderada por Paulo Menezes, por ter rejeitado a vinda de um segundo A330 para a região, mas sobretudo, pela alegada “degradação das condições laborais” na empresa.

O documento denuncia a existência de “erros básicos” e de “enormes falhas” na gestão de pessoal e de um “reiterado incumprimento da lei, dos acordos da empresa e de protocolos” anteriormente estabelecidos.

“Ao contrário do que era expectável e prometido, acabámos por regressar a um passado que tantas e desagradáveis recordações nos traz, nomeadamente a falta de estratégia empresarial e a degradação da situação laboral dos tripulantes de cabine”, conclui o sindicato.

 

“Críticas do Sindicato não fazem qualquer sentido”, diz presidente da SATA

Confrontado com as críticas do SNPVAC, o presidente do Conselho de Administração da SATA, Paulo Menezes, escusou-se a comentar o teor da carta enviada ao presidente do Governo.

O administrador da companhia aérea insiste, porém, que as críticas já anteriormente feitas à escolha dos novos aviões A 321neo, para a operação de longo curso da Azores Airlines, não fazem qualquer sentido.

“Foram avaliados vários modelos de equipamentos e a operação que pretendemos fazer, e chegou-se à conclusão que este tipo de equipamentos, o A321neo, era o mais adequado, até porque os nossos concorrentes também adotaram este tipo de avião”, recordou Paulo Menezes.

O presidente do Grupo SATA entende também que a operação da companhia será “substancialmente melhorada” com estas novas aeronaves, permitindo “mais voos, mais frequências e mais conforto” e ainda um custo de combustível “substancialmente reduzido”.

Paulo Menezes disse ainda que aguarda, há quase um ano, que o SNPVAC apresente os estudos técnicos que diz ter, que alegadamente comprovam que os aviões A321neo, não servem a operação da SATA.

Sobre a existência de instabilidade laboral no seio da companhia aérea, Paulo Menezes não se pronuncia, garantindo apenas que, com o equilíbrio financeiro que a empresa procura, será possível, no futuro, garantir “melhores condições aos trabalhadores”.

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