TAP e deputados do PS falaram sobre questões relacionadas com emigrantes

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A Administração do Grupo TAP assegurou nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, numa reunião com deputados socialistas da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, que irá melhorar “rapidamente” o serviço de apoio aos clientes e retomar as ligações com a África do Sul.

Os deputados socialistas, numa nota enviada à agência de notícias ‘Lusa’, referem que um dos temas abordados na reunião foi o serviço ao cliente e a gestão dos processos de reclamações, “que têm suscitado muitas queixas devido à anulação e alteração de voos e falta de resposta aos ’emails’ e telefonemas dos passageiros prejudicados”, o que “foi reconhecido” pela companhia aérea como sendo um problema que é “absolutamente essencial que seja rapidamente resolvido”.

Os deputados Paulo Pisco, Carlos Pereira, Lara Martinho, Paulo Porto e Rosário Gamboa reuniram-se, em Lisboa, com o presidente do Conselho de Administração (CA) da TAP, Miguel Frasquilho, e com Bernardo Trindade, vogal do mesmo CA, para trocar impressões sobre problemas sentidos pelos passageiros das comunidades portuguesas na Europa e fora da Europa, da Madeira e dos Açores e do Porto e região norte.

Do encontro, os deputados socialistas tiveram a garantia por parte da TAP de que a companhia irá retomar as ligações com a África do Sul, “mas sem um horizonte temporal”, referiu o deputado Paulo Pisco em declarações à ‘Lusa’, após a reunião.

A companhia aérea reafirmou ainda que a partir de 15 de dezembro, tal como já tinha sido anunciado, passará a fazer dois voos semanais entre Lisboa e Caracas, “muitos importante para a comunidade portuguesa, mas também para todos quantos poderão vir a utilizar essa rota para depois irem para outros destinos”, acrescentou Paulo Pisco.

Apesar deste encontro, o deputado sublinhou que os parlamentares vão continuar à espera de uma resposta às questões colocadas no requerimento de 21 de julho a pedir esclarecimentos ao Governo e à TAP sobre a anulação de voos que estavam a gerar “muitas queixas” de emigrantes portugueses já com viagens marcadas para passarem as habituais férias de verão em Portugal, tal como a ‘Lusa’ noticiou na altura.

Os deputados consideram que o contexto atual é muito difícil, devido à redução drástica da procura causada pela pandemia de covid-19, à necessidade de lidar com a situação de grandes prejuízos e com incerteza de não se saber ainda quando será possível recuperar a confiança dos passageiros para voltarem a viajar de avião.

Neste contexto, a TAP tem em curso um plano de reestruturação que vai procurar ajustar a sua organização e operações em função da conjuntura e dos contextos em que desenvolve a sua atividade, referem.

Tendo em conta estes fatores, os deputados dizem que na reunião com a administração da companhia aérea “expuseram as questões que mais tocam às comunidades portuguesas na Europa e fora da Europa, como rotas, preços e horários dos voos e também de e para a Madeira e Açores e destes aeroportos para outros destinos, designadamente para a Venezuela, Estados Unidos e África do Sul”.

Assim, foram abordadas as rotas para o Luxemburgo, Paris, Genebra, Londres e aeroportos do Brasil, entre outras, “como fundamentais para as comunidades portuguesas”, adiantam.

Quanto ao Porto e região norte de Portugal, “mereceram uma atenção particular”, pela necessidade de haver ligações regulares, face à importância da atividade económica e da emigração, que é em boa parte oriunda do norte e centro do país.

A TAP mostrou-se “sensível” relativamente aos assuntos, mas não saiu do encontro uma resposta concreta, confirmou o deputado Paulo Pisco.

No requerimento de julho, enviado ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, com perguntas dirigidas ao ministro das Infraestruturas e Habitação, os deputados socialistas referiam que “muitos” emigrantes têm exprimido “a sua enorme frustração por não terem condições para voar na TAP, seja pela redução do número de voos e de opções, seja pela política de preços altos praticada em algumas rotas, seja ainda pela instabilidade causada pelos cancelamentos e anulação de voos”.

Os deputados perguntavam à administração da TAP, através do ministério, se a empresa “está consciente de todas as perturbações que está a causar aos clientes que querem ir de férias a Portugal, muito particularmente aos portugueses residentes no estrangeiro, por causa do cancelamento e anulação de voos”.

E pretendiam saber ainda “qual a dimensão da redução dos voos da TAP para os aeroportos de França, Luxemburgo, Suíça e Alemanha e quantos voos semanais agora existem para estes países e se a companhia aérea encara a possibilidade de aumentar o número de voos de modo a garantir as férias de verão aos portugueses residentes no estrangeiro e outros cidadãos”, que a procuram.

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