TAP explica saída de Humberto e David Pedrosa da Administração da empresa

A Administração da TAP explicou ao pessoal que a saída de Humberto Pedrosa e David Pedrosa do Conselho de Administração da TAP, SA deve-se a terem passado a ser apenas acionistas da holding TAP SGPS, de que a empresa de aviação é subsidiária, e ‘formaliza’ a saída de David Neeleman.

A informação, distribuída na sexta-feira, dia 2 de outubro, diz que o Estado Português comprou a participação da Atlantic Gateway de David Neeleman e Humberto Pedrosa na TAP SGPS “por forma a que o Estado passe a deter controlo efectivo sobre 72,5%” do seu capital social, “sobre igual percentagem de direitos económicos na TAP SGPS e sobre determinadas participações acessórias realizadas pela Atlantic Gateway”.

O negócio, acrescenta, envolveu ainda a “amortização da quota detida pela HPGB, SGPS [holding da família Pedrosa] contra o recebimento de ações representativas de 22,5% do Capital Social e direitos de voto da TAP SGPS e de determinadas prestações acessórias realizadas pela Atlantic Gateway.

Nestes termos, a Atlantic Gateway deixa de ser acionista da TAP SGPS, posição que é assumida pela holding da família Pedrosa que passa a “deter uma participação direta na TAP SGPS”, esclarece a informação, que ‘deixa preto no branco’ que “o Grupo Barraqueiro mantém-se como acionista da TAP representado pela HPGB, SGPS, SA”.

A informação também ‘formaliza’ o afastamento de David Neeleman, que o comunicado diz que “apresentou a sua renúncia ao cargo de Vogal do Conselho de Administração da TAP, bem como aos demais cargos por si assumidos na estrutura diretiva das restantes entidades que compõem o grupo TAP, incluindo na TAP SGPS, produzindo as referidas renúncias efeitos na presente data”.

O PressTUR teve conhecimento que também na sexta-feira, dia 2, foi distribuída aos trabalhadores da TAP uma mensagem de Neeleman, em que diz que o impacto da pandemia de covid-19 e “as decisões tomadas no contexto concreto da TAP” o impedem de se manter na companhia portuguesa, para onde entrou na privatização em 2015.

E na despedida, Neeleman diz ter “muito orgulho” em ter feito parte do projeto em Portugal, “um país fantástico, que continuarei sempre a promover, do qual gosto muito, onde fiz muitos amigos e onde sempre voltarei”.

 

  • Texto publicado pela agência de notícias de viagens e turismo ‘PressTUR’, parceira editorial do ‘Newsavia’ em Portugal

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