TAP reduz operação de passageiros em 93% no mês de fevereiro de 2021

A TAP anunciou neste domingo, dia 31 de janeiro, a suspensão de 93% da sua operação em fevereiro, acima da redução de 73% anteriormente prevista, devido às novas restrições à mobilidade para combater a propagação de covid-19 e à queda adicional da procura.

Numa mensagem aos colaboradores, a que a agência portuguesa de notícias ‘Lusa’ teve acesso, assinada pelo presidente do Conselho de Administração, Miguel Frasquilho, e pelo presidente da Comissão Executiva, Ramiro Sequeira, a TAP informou que, face às novas restrições e a “uma queda adicional da procura”, decidiu “suspender 93% do total da sua operação, quando comparada com o mês de fevereiro do ano passado, pré-covid”.

“O anterior plano de voos, ajustado em baixa há cerca de dez dias, já muito condicionado por diversas restrições e fraca procura, apontava para uma redução da oferta de 73% em fevereiro”, apontou a empresa.

Entre as novas medidas adotadas para combater a pandemia estão a exigência de apresentação de testes negativos no embarque, a imposição de quarentenas, a proibição de entrada de viajantes e cidadãos dos países mais afetados pela pandemia, a suspensão e proibição de voos e confinamentos obrigatórios.

“À proibição e suspensão de voos nas ligações aéreas entre Portugal e países como o Reino Unido, Angola, Brasil e Alemanha, junta-se o novo quadro do estado de emergência português, que entrou em vigor neste domingo, dia 31 de janeiro, o qual mantém o autoconfinamento e determina a proibição de deslocações de cidadãos nacionais para fora do território nacional, o que está em linha com a tendência europeia e mundial, de restrição temporária de todas as viagens não essenciais”, salientou a TAP.

“Estas restrições provocam elevados e acrescidos constrangimentos à nossa atividade, contrariando as projeções já de si pouco animadoras”, acrescentou.

Desta forma, a partir de 1 de fevereiro, a TAP vai continuar a assegurar as ligações dos portugueses entre Lisboa, Porto, Madeira e Açores, bem como às cidades com comunidades portuguesas significativas (Newark e Boston, nos Estados Unidos da América; Toronto, no Canadá; Madrid, Barcelona, Málaga, Valência, Amesterdão, Bruxelas, Genebra, Zurique, Luxemburgo, Paris, Nice, Toulouse, Marselha, Lyon, Milão e Roma, na Europa; e Bissau, Conacri, Dacar, Maputo, Praia, São Vicente e São Tomé e Príncipe, em África).

“Asseguraremos os voos em todas as rotas em que os mesmos sejam possíveis, de modo a dar resposta à missão de transportar os nossos clientes de volta a casa, e procuraremos viabilizar, em conjunto com as autoridades portuguesas e estrangeiras, a realização de voos humanitários e de repatriamento, sempre que estes se mostrem necessários”, garantiu a companhia aérea.

A transportadora aérea informou, ainda, que todas as reservas efetuadas na rede da companhia podem ser alteradas de forma gratuita.

 

  • Foto © João Chaves
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