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Terá a Bombardier oferecido o CSeries à Airbus?


A Airbus e a Bombardier confirmaram ambas que as duas companhias estudaram “algumas oportunidades de negócio” em conjunto, mas interromperam desde então as conversações, na sequência de uma notícia da Reuters segundo a qual a Bombardier teria oferecido uma participação maioritária nos aviões CSeries ao construtor europeu. Ambas as companhias disseram que não fariam mais comentários, mas a Bombardier sublinhou que iria continuar a estudar “iniciativas” como uma possível participação na consolidação da indústria.

O esforço aparente para colocar os CSeries num plano fiscal seguro desmente as tentativas passadas da Bombardier para combater suspeitas de que não controlava recursos suficientes para ultrapassar escassas vendas do avião e um atraso de dois anos na certificação, calendarizada agora para o final do ano. A Bombardier ainda não alcançou a sua meta de vender 300 unidades do avião de corredor único antes da certificação. Uma falta de liquidez resultante de derrapagens nos custos e fracos depósitos de ordens de compra levou a empresa a contrair 3000 milhões de dólares (2661 milhões de euros) em dívida e títulos e a anunciar planos para vender parte do seu negócio de comboios para melhorar as suas contas.

Tendo obtido encomendas para 242 aviões, o CSeries superou as vendas do A319 e do Boeing 737 Max-7 – os membros mais pequenos das famílias de aviões de corredor único remotorizadas, cujos produtos core conseguiram, apesar de tudo, encomendas para milhares de unidades. No entanto, persistem as dúvidas sobre a dimensão global do mercado que a Bombardier definiu para os CSeries devido à recepção fria do mercado que recebeu. Embora a Bombardier ainda espere a certificação no fim do ano, deu a si própria uma almofada de tempo suficiente para assegurar que não falha outro objectivo de entrada ao serviço (EIS), planeada para a primeira metade de 2016, com a companhia lançadora, a Swiss International Airlines.

Até ao final de Agosto, o CS100 já tinha completado mais de 80% dos seus testes de voo, somando mais de 2250 horas de voo com seis aviões. No dia 10 de Setembro, o programa concluiu todos os testes de ruído, o que, segundo a Bombardier, validou os argumentos de que o avião com os motores GTF provaram ser o avião mais silencioso da sua classe. Pouco depois, o primeiro CS100 produzido em série começou os testes de fiabilidade e funcionalidade, marcando o começo da fase final de testes de voo. No início do ano, a Bombardier anunciou o aumento do alcance máximo dos CSeries, de 2950 para 3300 milhas náuticas (5463 km para 6111 km).

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