TICV/BestFly suspende todos os voos interilhas em Cabo Verde nesta quarta-feira (27 de março)

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A companhia área regional TICV, concessionária dos voos interilhas em Cabo Verde, cancelou todos os voos agendados para quarta-feira, alegando “razões operacionais”, após vários meses de constrangimentos nas ligações.

“Devido a razões operacionais todos os nossos voos programados para 27 de março estão cancelados”, anunciou a empresa em comunicado, lamentando os constrangimentos e prometendo “fazer tudo para em breve ter a situação resolvida”.

Na última semana, a companhia foi alvo da indignação pública ao deixar as ilhas do Fogo e São Nicolau sem voos, por falta de aviões, situação que se mantém até hoje.

Os portadores de bilhetes chegaram a ser encaminhados para voos da Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), empresa estatal dedicada aos voos internacionais, mas que no final de fevereiro começou a ligar as ilhas face à falta de aviões da Bestfly, empresa de capitais angolanos, que agora detém a TICV.

Durante o último fim-de-semana, dezenas de passageiros queixaram-se de ter ficado em terra, porque os seus bilhetes não foram aceites pela TACV.

Na página da empresa, a Bestfly explicou que tem uma única aeronave a viajar entre ilhas e que “só pode operar para os aeroportos de São Vicente, Espargos (ilha do Sal), Boa Vista e Praia”.

A agência portuguesa de notícias ‘Lusa’ tentou obter mais esclarecimentos por parte da Bestfly, mas não obteve resposta.

Em 26 de fevereiro, um dia antes de a TACV reentrar nos voos interilhas, após sete anos de ausência, a Bestfly lamentou, em comunicado, “os desafios que a operação da TICV [Transportes Interilhas de Cabo Verde, designação oficial] tem verificado”.

Na altura, previa “estabilizar as operações até meados de junho” com “confiabilidade e previsibilidade das ligações”, através de um “reajustamento da estratégia, procurando implementar mudanças estruturais”. 

“A BestFly continuará a fazer investimentos na sua operação em Cabo Verde que terão reflexo a curto prazo”, acrescentou, citando o diretor executivo (CEO), Nuno Pereira, a prometer “melhorias efetivas”.

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